quarta-feira, 21 de outubro de 2009

SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS...

... ENTRE O MODELO
PEDAGÓGICO ANTIGO E MODELO CONTEMPORÂNEO DA EDUCAÇÃO.

Nesse primeiro instante da corrida pedagógica e filosófica saíremos de uma sociedade arcaica,porém, vale resaltar que devemos a esta civilização (arcaica) o conhecimento mais profundo sobre o homem, as crenças modernas, a produção da arte, da literatura e o pioneirismo na arquitetura
de pedras. Além de ter desenvolvido o primeiro material adequado para o uso da escrita na escola, o papiro.

É importante fincar o marco dessa viagem tendo como coordenada de partida especificamente o antigo Égito,
descer as correntezas num velho barco movido a vento e chegarmos vivo ao cais do mundo globalizado.
Ficarmos de prontidão por alguns segundos em frente ao notebook de um jovem cibernético, e dizermos, e agora José? Você é duro José. Seu terno é de Vidro, seu livro morfou?

Fazer uma análise detalhada buscando encontrar as bases dos princípios educacionais,
as distorções e avanços ao longo dessse leito é montar um quebra cabeças com idas e vindas,para chegarmos quem sabe intactos ao desconhecido dos dias atuais.
Por essas coordenadas históricas não poderemos jamais esquecer da importância do rio Nilo, símbolo de abundância dos égipicios, fonte de riquezas, no entanto para explorá-las necessitavam adquirir novas formas, nossas maneiras de expandir suas tradicões e transmiti-las por métodos mais eficazes.
Esta civilização desejava tornar economicamnte mais desenvolvido o seu povo.
A educação surge como veículo transmissor dos saberes adquiridos ao longo do tempo, que por meio da Mnemônica, repetição e memorização todo conhecimento era levado de geração a geração.
O direito ao ensino estava destinado apenas a classe dominante.
Os fins objetivos e subjetivos da educação era de controle permanente dos princípios adotados pela sociedade vigente.
Negava-se a individualidade humana e qualquer noção de liberdade.

Podemos acentuar aqui um ponto em comum da educação antiga, e a educação que chamamos de contemporânea.É preciso repetir mais um vez que o povo se encontra no rabo do cometa social, diante da adversidade preparados devem estar para suportar o desafio de conquistar um lugar ao sol.
Nessa disputa há quem defenda que o pobre perdedor, não importa a cor, ao invés de ser jogado ao Ostracismo total, receba o direito de entrar pela porta dos fundos da instituição, quando deveria na verdade possuir as mesmas condições dos jogadores mais fortes. Esta ação será que justifica a outra? Cotas e lições iguais para todos? Como se resolve esse dilema?
A disparidade de vantagens que os mais robustos economicamente exercem sobre os mais pobres é evidente.

É imprescidível questionar, que avançar rumo ao novo fazer educacional, e repensar o termo escola pública é de responsabilidade de quem?
Se a educação estivesse na pauta prioritária dos nossos governos, poderíamos afirmar que somente isso bastaria?
A trilhogia perfeita, escola, aluno e a família cabe nesse papel, e o ambiente, a cidade, o campo, a favela, devem seguir os mesmos parâmetros?
Alguém diz: Cadê o suporte profissional para o mestre, quais os princípios e limites que os pais exercem sobre os filhos, é integral o tempo, eles brincam de quê, ouve que tipo de música?, Vão ao teatro, assistem que programa de TV?
Saindo desse foco deixamos de lado as questões ideológicas e pomos em ação as teorias pedagógicas, a psicopedagogia, os processos cognitivos e todas as fases para o desenvolvimento natural da criança. Os desafios continuam, havendo ou não semelhanças, havendo ou não diferenças. A educação tem a necessidade de se moldar a cada tempo, de acompanhar principalmente as mudanças sociais.

Somos por exemplo uma nação de milhares de analfabetos e a educação (pública) arrasta-se lentamente em meio ao desenfreado avanço tecnológico. Isso é fato. As promesssas X prática é a retórica dos Sofistas no discurso da maioria dos homens públicos. Neste contexto educacional podemos dizer que por um lado ela continua agasalhada no mesmo berço paterno,e noutro extremo segue a era do livro digital, da internet e do ensino à distância.

Retomando as questões pragmáticas do ensino público, observamos a simples disputa por uma vaga universitária, e comparamos aos tradicionais jogos olímpicos da grécia antiga, vence o mais forte, o que come de forma balanceada, o que pode comprar e comer os livros, e bem alimentado de saber e atenção vencerá com facilidade o opositor passa fome.
Consideramos que a sociedade continua sorrateiramente impondo seus limites as classes menos favorecidas.

Vamos adiante buscando compreender um pouco mais do passado tendo em vista os seus avanços para o futuro.
Os grandes pensadores como Homero, Socrátes, Aristóteles e outros firmaram suas teorias em prol de ideais educacionais democráticos e condizentes com as necessidades da época.
Por volta de 1800 a 1600 a.C, cria-se a primeira biblioteca pública e o livro passa a ser a fonte principal de sabedoria.
Seguiremos pelo mesmo leito do rio para dizer que naquele momento a memorização abria passagem para o estudo das letras, a leitura navegava como o barco condutor do conhecimento. Surge históricamente o modelo bivalente -
Marca registrada da educação antiga. Este princípio se extende até a revolução cultural do Cristianismo.
A metodologia consistia em dois modos distintos; a educação intelectual destinada aos nobres e a bélica oferecida aos plebeus.
Objetivava uma relação menos conflitosa das massas com o poder.
A educação estava voltada para os súditos, porém ensinava a prática da obediência e a submissão.
Os grandes desafios da educação antiga relaciona-se com os principais períodos: Homérico, Clássico, Helenístico e Romano.

A epopéia homérica traz para este cenário a idéia de que o homem pode se tornar um Deus, desde que os seus princípios sejam bons.
A visão do homem como buscador do seu próprio heroismo e imortalidade. Marcado pelos fundamentos da fenomenal cultura grega, nascedouro da primeira versão da Paidéia. O dominío da arte de ler e escrever já era uma realidade, mas ainda se utilizava da leitura dos clássicos
- Como a Ilíada e a Odisséia, como forma de levar os jovens a imitação dos feitos heróicos, prepará-los para as acirradas disputas sofistas.
Essa mentalidade grega tinha como objetivo mostrar que deter o conhecimento era o único meio dos jovens ascenderem socialmente.
Desta feita o período Clássico, dos séculos 4-5 a.C, mantêm-se fiel aos ideais homéricos, do compromisso com o Estado e a submissão dos mais fracos.
Sendo as crianças objeto do poder estatal cabendo a este moldá-las aos seus interesses.
Adotando um modelo unilateral a cidade de Esparta faz do cidadão um Ser produzido, preparado apenas para a defesa da sua Pólis.
A concepção do homem subjetivo começa a se tornar realidade em Atenas.
Ao contrário do Estado espartano, a Pólis ateniense com uma educação mais liberal,
voltada para o aperfeiçoamento pessoal mostrava portando pequenos avanços.
A família possuia autonomia sobre suas crianças, constituindo-se um princípio de liberdade e escolhas.
Estas estavam aptas a praticarem a Ginástica como preparação para os combates,
a Música com o objetivo de desenvolverem a temperânça e a Arte da escrita
como meio de aquisição de mais conhecimento.

Começa então uma nova era do homem que aparece como principal protagonizador e objeto de investigação. Conhece-te a ti mesmo.
Com estas palavras - Sócrates - Gesta a sua Maiêutica - método de instrução da vida humana.
Por meio de perguntas e respostas o mestre ajuda os jovens a descobrirem-se.
Platão utiliza-se desse mesmo método dialético para criar a base Sistemática da Educação. Destacando-se o aspecto moral e social.
O ideal platônico é julgado em seguida por Isócrates como sendo implaticável, e faz dura oposição as práticas sofistas em relação ao discurso mentiroso.
Defende três aspectos fundamentais a serem desenvolvidos: Talento, prática e estudo.
Estas idéias também passam a servir de inspiração aos pensadores do renascimento.
Aristóteles afirma que a educação do sujeito deve está a luz dos interesses do Estado.
Fecha-se um ciclo de pensamentos onde a liberdade do homem e seu verdadeiro desenvolvimento permanece ainda longe de ser uma realidade.
Somente com a explosão da visão do homem Cosmopolita - A educação Romana tragada pelos princípios Gregos, promove a abertura das escolas eruditas e o homem busca o seu ideal erudito universal.

Exatamente deste ponto queremos chegar com mais rapidez as conquistas da educação do século 20.
Passaremos por todos os pensadores importantes desta época sublinhando a indispensável contribuição que todos deram ao seu atual dinamismo.
Educação para o socialismo, educação para o capitalismo, por Lênin, por Marx, por Gramsci, Freud, Piaget e Vigotski.
Pela guerra, pela guerra fria; pelo pós-guerra, pela massa média, massa inautêntica, homem massa sem cara de homem, o eu impessoal,a juventude entre os massas paradigmas. A música X coisa banal, a tela digital no lugar do quadro negro, e o mestre dando show no data show.
Resta-nos saber que afluente pertence esse rio, de correntezas desconhecidas, e seguirmos navegando.
J. CORINGA- ESCRITO EM 21/09/2009

2 comentários:

Lilian Sotin disse...

Você disse tudo o que eu queria dizer e não sabia como

Anônimo disse...

que massa ajudou