domingo, 9 de agosto de 2009

FAMÍLIA - A maturidade dos pais na Educação dos Filhos




"Pai +Mãe + Filho + Amor = Felicidade!"Meus amigos, se tem uma tarefa difícil e complexa para o ser humano é educar os filhos: "interferir no processo de desenvolvimento do ser humano, imprimindo uma direção." Difícil por que não temos uma formação apropriada e definida para ser pais.
Acontece e, não mais que de repente, mesmo que programado e desejado, temos um filho para ajudar a se desenvolver, ocupando o seu espaço na sociedade. Educar um filho, já vimos, não é construir naquela criança um homem. É permitir que ela se construa e se torne, por seus próprios passos, um ser realizado e feliz.
Para essa missão difícil dispomos de uma ferramenta muito importante – INDISPENSÁVEL: A Família. Mãe + Pai + Filho + Amor = Grande possibilidade de pessoa saudável!
A família é uma instituição que deve ser construída com responsabilidade, com amor e com maturidade. A maturidade não é um estado comportamental ou de espírito, que se adquire numa determinada idade, e, quando a alcançamos, consideramos que somos possuidores dela.
"A maturidade é um processo de evolução gradativa, baseada no desenvolvimento do conhecimento e da sensibilidade. Isto pressupõe uma percepção ativa e sensível; capacidade de analisar, avaliar, discernir; coragem de formular e, se for o caso, reformular opiniões; constante disposição de aprender, desaprender e aprender de novo. Assim como a vida é movimento, um constante nascer, crescer e morrer para renascer, a maturidade é um processo contínuo de vir a ser." O ser humano nunca está pronto. Maduro. Completo.
Crescer no processo de maturidade exige elementos importantes como atenção para os ensinamentos que a vida oferece, respeito pelo processo de maturidade do outro, disponibilidade para mudanças e para fatos novos, identificar e aceitar as limitações próprias e do outro, individualidade do educando... Quantas vezes contribuímos para a deformação do auto-conceito de nossos filhos fazendo julgamentos nada construtivos como "você é mentiroso", "você não dá conta", "você é burro", "você é feio", " "vou contar para o seu pai". Estamos contribuindo para formar um homem complexado, medroso, deformado e infeliz.
O nosso filho vai atingindo novos níveis de maturidade, à medida que aperfeiçoa o equilíbrio entre o físico, o emocional, o conhecimento e o espiritual. A interiorização, a reflexão, a introspecção são caminhos que nos levam ao auto-conhecimento, indispensável qualidade da maturidade.
Portanto, meu estimado amigo, o casal tem que investir continuadamente na construção de uma maturidade individual e a dois para gerar um ambiente propício de desenvolvimento saudável para os filhos.
Existem atitudes que dificultam o bom relacionamento que precisam ser identificadas e combatidas:
O ciúme e inveja – resultantes da insegurança;
O comodismo e a omissão – resultantes da falta de amadurecimento que leva a ficar centrado em si mesmo, egoisticamente. Isto o afasta da participação ativa na vida diária da família;
Autoritarismo de um dos cônjuges – quando quer impor sua vontade acima da dos outros, desvalorizando a opinião ou posição dos demais;
Temos que estar atentos para fomentar atitudes que facilitam o bom relacionamento do casal, tais como:
Domínio de si – procurar o auto-conhecimento com a vontade de crescer, de ser melhor. Estar atendo para identificar as próprias limitações para não se tornar vítima delas;
Amar o outro pelo que ele é – enxergar o outro como ele é e não como eu gostar que ele fosse; amá-lo com suas virtudes e com suas limitações.
Abrir-se para o outro – permitir o diálogo com o outro. É uma oportunidade de troca informações e também uma atitude que permite ao outro oportunidade de conhecer o seu íntimo, o seus sentimentos, as suas expectativas.
A educação dos filhos, meu amigo, é uma tarefa a dois e, para que isso se torne real, são necessárias algumas ações tais como:Aceitar que a tarefa de educar seja realizada a dois – nunca encobrir do outro atitudes tomadas com os filhos como se temesse a reação do outro. Permitir que o outro participe integralmente de todas as ações de educar o filho.
Reconhecer a interdependência como único meio de uma evolução global – Lembre-se: a família não é só a célula "mater" da vida biológica, mas também, revela-se como o mundo em miniatura, com sua multiplicidade de tipos, aptidões, limitações, interesses, objetivos, oposições, contradições e gerações.
O casal deve ter um objetivo claro para a sua vida familiar, como por exemplo:
Acumular um patrimônio material que dê segurança para o futuro;Conquistar diplomas – convém que os filhos concluam cursos superiores ou técnicos que lhes dêem segurança no mercado de trabalho;
Ser intelectual, fomentar o estudo, a cultura, o conhecimento;
Ser destaque, famoso na arte, na política, no esporte, na sociedade;
Ser feliz, criando uma família aberta, participante, irradiando sua felicidade para todos;
Espiritualidade – estimular a indispensável ligação entre a criatura e o Criador.Importante: A maturidade dos pais permite a sensibilidade e a percepção necessárias para detectar as capacidades potenciais físicas, emocionais, espirituais e sociais da criança permitindo o seu desenvolvimento pleno.
Que fique claro, meu amigo: se educamos os nossos filhos para que sejam felizes, não pode faltar o ingrediente mais importante: o AMOR!


*Referência: Educar, um desafio. Escola de Pais do Brasil.

*O autor é médico na cidade de Dourados – Mato Grosso do Sul – O Estado do Pantanal – PN.www.jajah.med.br / jajah@jajah.med.br
Postado por Sandra Grohe

Um comentário:

PE. FRANCINALDO disse...

PARABENS POR TER POSTADO ESTE ARTIGO!
NESTE DOMINGO A NOSSA IGREJA ABRE UMA SEMANA DE REFLEXÃO SOBRE O TEMA FAMÍLIA!

DEUS ABENCOE VOCÊ E SUA FAMÍLIA!

PE. FRANCINALDO