sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

UMA QUINTA MAIS QUE CULTURAL

Durante todo o dia de hoje foi realizado na cidade uma vasta programação de encerramento do CARNAUBAIS NA ROTA DAS ARTES. Quem não esteve presente hoje pela manhã perdeu a instigante palestra do Prof° Walter Silva sobre a cultura do lixo. À tardinha tivemos a Exposição fotográfica, em seguida show musical, exibição do documentário e a brilhante apresentação dos jovens atores carnaubaenses que durante esse período receberam gratuitamente uma riquíssima vivência teatral, com O’pessoal do Tarará, responsável pela realização do projeto com apoio exclusivo do BNB/BNDS. Agradeço o importante apoio da Paróquia de Santa Luzia na pessoa do Padre Francinaldo. Meus agradecimentos a todas as pessoas que participaram do projeto. As crianças que me abordava diariamente na rua com essa belíssima pergunta: Hoje tem Teatro, vai ser aonde? Muita gente teve oportunidade de assistir espetáculos maravilhosos durante essa extensa temporada de três meses, senti falta de algumas figuras que afirmam prestigiar a cultura. Fora isso o resultado foi bastante positivo, tenho certeza que a semente foi plantada, quando vai germinar só o tempo dirá, precisamos fugir do imediatismo e pensar a longo prazo. Me sinto feliz e aliviado por mais esse feito. Gostaria de dizer que no momento estou amadurecendo novas parcerias para que possa realizar em breve um novo e consistente projeto de arte no município.

Zelito Coringa

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

CARNAUBAIS NA ROTA DAS ARTES CHEGA O FIM

O Grupo de Teatro O Pessoal do Tarará encerra o projeto Carnaubais na Rota das Artes, nesta quinta-feira (13), na cidade de Carnaubais, com uma vasta programação cultural, que chegará ao público de forma gratuita, graças ao patrocínio do Banco do Nordeste, através do Programa BNB de Cultura. Palestra, estréia de espetáculo, exibição de documentário, além de exposição fotográfica, darão o tom cultural, durante toda a quinta-feira.

Toda a programação de encerramento do projeto Carnaubais na Rota das Artes acontecerá no Centro Social, ao lado da igreja de Santa Luzia. Às 10h o professor Walter Silva, que há nove anos desenvolve um projeto de conscientização para a qualidade da cultura musical, dentro das escolas de Mossoró, ministrará uma palestra, aberta a toda a população carnaubaense. A palestra tem o título “Arte x Cultura do Lixo”, e dentre os principais recursos utilizados por Walter Silva é a música. O projeto visa conscientizar os jovens sobre o consumo do que ele chama cultura do lixo.

Às 17h, será aberta uma exposição fotográfica com momentos do projeto Carnaubais na Rota das Artes, que teve início no dia 12 de outubro passado, e chega ao encerramento nesta quinta-feira. O projeto propiciou aos carnaubaenses, o contato direto e gratuito com o teatro, através da apresentação, na cidade e na zona rural, de cinco espetáculos diferentes de teatro. Além disso, uma oficina foi ministrada, onde técnicas foram passadas para jovens que utilizavam as manhãs para terem aulas de teatro, numa das salas do Centro Social Santa Luzia.

Às 18h o cantor e compositor carnaubaense, Zelito Coringa, apresentará o seu repertório. Zelito é um parceiro de outros projetos do grupo, e que é de Carnaubais.

Às 19h será exibido um documentário, com roteiro e direção de Madson Ney, um dos integrantes d´O Pessoal do Tarará, e que mostrará diversos momentos desenvolvidos pelo projeto Carnaubais na Rota das Artes.

Às 20h será a estréia do espetáculo “O Atormentado”, fruto das oficinas realizadas em Carnaubais, e que utiliza apenas jovens da comunidade, para que o projeto, após este encerramento, possa mostrar seus frutos, já que o jovem grupo das oficinas poderá apresentar o espetáculo pelas comunidades.

PUBLICAÇÃO – O Grupo de Teatro O Pessoal do Tarará confecciona uma revista que falará sobre todo o projeto Carnaubais na Rota das Artes, mostrando desde as primeiras ações, até o encerramento.

PROGRAMAÇÃO DE ENCERRAMENTO
Projeto Carnaubais na Rota das Artes

Patrocínio: Programa BNB de Cultura 2010/parceria BNDES
Local: Centro Social Santa Luzia (Carnaubais)
10h – Palestra “Arte x Cultura do Lixo” – professor Walter Silva
17h – Exposição Fotográfica do projeto Carnaubais na Rota das Artes
18h – Apresentação de Zelito Coringa
19h – Exibição de documentário Carnaubais na Rota das Artes
20h – Apresentação do espetáculo “O Atormentado”, com participantes das oficinas

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A CRISE PASSAGEIRA E O FAZIMENTO DO FUTURO

Vivemos um momento de pura reflexão tribalista apesar do individualismo que se encaminha com a bendita modernidade. O município de Carnaubais maior reserva de carnaubeira da América Latina no coração do Rio Grande do Norte ainda não descobriu a sua verdadeira vocação sustentável, e isso é fato. Trançar os olhos da palha seria a solução? Penso que sim. Fechar os olhos da cara e sobreviver como as mudas acanhadas no cartão postal da entrada da cidade? Penso, repenso e não acho nenhuma explicação para tamanha disparidade e retrocesso. Não pretendo ser analista profissional das questões corriqueiras da política local, não transito na miudeza assuntiva do leva e trás enfadonho das esquinas, no entanto careço expor este ponto de vista a cerca do momento crítico atual. Chamo de fazimento do futuro o efeito do presente que nos acende as lembranças do longo, médio e curto passado. Encontramos os velhos protagonistas na mesma encenação teatral, irmanados na mera concórdia previsível, da busca do pau mais sombroso e dos holofotes prefeitáveis. O chafurdo é tão bem feito que o vento dá mil voltas lá na boca do estreito onde nasce a famosa várzea e volta pedindo socorro aos Santos do Rosário teimoso. Assopram nos ouvidos do povo com garantias impossíveis de serem empregadas, literalmente. Vejo que as palmas entristecidas e perdidas de fé choram lamentando o bafejo da brisa oceânica que outrora benzia com a sua maresia a nossa juventude. Hoje não há discurso que desfaça o mal feito mudar de figura, deixamos nosso maior distrito virar cidade, corremos o risco de outros entroncamentos serem também emancipados. Passando a vista nas aquisições correligionárias atesto a confusa particularidade que lentamente tem exterminado aquela firme identidade progressista. Foi-se o tempo das mentiras e do esquecimento? Acredito que não. Subestimar a paciência dos esperançosos rudes ou dos temerosos inteligentes continua sendo perigoso demais. Não há emenda de corda do bloco da corda que faça chegar ao fundo do poço o balde da sorte e voltar cheio do líquido precioso? Creio que sim, há muito chão de chão pela frente, resta saber quem pisará o caminho diferente. Os nós começam a serem desatados naturalmente, dizer aonde chegará essa romaria de gente tresloucada pelo poder pode acabar de vez o que nos resta de otimismo. Precisamos de um novo ponto de partida onde a alegria e a firmeza de propósito predomine. A falta de tributos é o bordão da hora dito de forma tão melindrosa que as palavras arrumadinhas na tela da desculpa faz a crise parecer um bicho papão, que dorme na porta da prefeitura espantando as pessoas encurraladas pelo medo da sobrevivência. Se dissermos que a crise é falta de organização gerencial saberemos que ela sempre existiu por aqui, continuar existindo com alarde faz parte de algo muito mais estratégico, remediar parece ser a meta alcançada de quem faz o presente. O curso desse conto de fadas é um misto de chafurdo destilado na bacia fisiológica que o trato das circunstâncias apagou o que tínhamos de referencia. Até o momento não figura novidade de um amadurecido projeto de desenvolvimento que não esteja preso as nebulosas do passado. O interesse da coletividade verdadeiramente deveria ser levada em conta, sem amarras partidárias e a acolhida de novas ideias, novos olhares, novos saberes praticados com total entusiasmo pelo desejo da felicidade do outro, do bem estar do outro, da alegria do outro, da prosperidade do outro. Vejo que esse desejo não condiz com a nossa realidade, é metalinguagem poética apenas, vontade em vão, loucura de quem acredita na beleza do humanismo, na amizade sincera, no simples ato das mãos entrelaçadas pelo bem do ambiente em que vivemos. Aos poucos se perdeu a ideologia, o prazer da dialética, um pouco da ética, a direção da esquerda, a roda da direita, o significado da luta e a luta que era feita com veemência. O caminho se fez reviravolta e a rodilha continua dando giro na cabeça de quem fica com o balaio nas costas, a fatídica escassez de recursos e a gemedeira da população insaciável por um pedaço do bolo é o preço que se paga com justeza. A sabedoria popular, a filosofia, a música, a física quântica, a dramaturgia, a religião e a poesia juntas versam sobre atitudes tomadas nos desalinhos do nosso cotidiano, nos corredores do poder principalmente. Ser ou não ser, melhor é ser de todo jeito. Aos discípulos de Maquiavel que interpretam a sua maneira de vê e fazer o futuro acontecer sem levar em conta a essencial energia que move o universo, é fácil dizer que Deus é maior do que se pensa. Há uma infinidade de frases celebres para ditarmos e enxergarmos este instante como sendo mais um valioso aprendizado. Enfim, recorro-me a máxima sabedoria popular com suas tiradas satíricas assertivas. "Pior, pior é a cantiga da perua..."

Zelito Coringa - Crônicas do Blog

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Grupo de teatro prepara programação para Carnaubais

O grupo de teatro O Pessoal do Tarará está preparando uma programação especial para o próximo dia 13, onde finalizará o projeto Carnaubais na Rota das Artes, que está sendo desenvolvido desde outubro passado no município de Carnaubais, levando espetáculos e oficina gratuitamente à população das zonas urbana e rural, através do Programa BNB de Cultura 2010/parceria BNDES.

Para o encerramento, dia 13, está prevista uma programação que envolverá a comunidade carnaubaense, durante todo o dia, através de palestra, apresentação de novo espetáculo com participantes das oficinas, exibição de documentário sobre a realização do projeto no município, exposição fotográfica, lançamento de revista e show musical.

"Será um momento para comemorarmos os resultados, mas também para refletirmos o papel da arte nas cidades do interior do Rio Grande do Norte. Hoje o nosso grupo se sente nesta função, com este papel de incentivar principalmente o teatro, nas cidades do interior do Estado", destaca o ator Maxson Ariton.

Durante todo o projeto, o grupo apresentou um repertório com cinco espetáculos, para populares da zona urbana, bem como visitou várias comunidades rurais. "O Inspetor Geraldo", "O Pulo do Gato", "A Peleja do Amor", "Baby, eu te amo!" e "A Ventania de Shakespeare" foram os espetáculos encenados, diariamente. Além disso, uma oficina é realizada até hoje, com vinte jovens carnaubaenses que formarão um grupo de teatro na cidade, já que a oficina resultará em um espetáculo, que estreará no próximo dia 13.

"O mais legal do projeto é que a gente passa, mas deixa um espetáculo na cidade. E este espetáculo pode fazer todo o circuito de apresentações que já fizemos, pela cidade e zona rural. E é importante o nosso agradecimento ao Banco do Nordeste, nosso parceiro desde o início do grupo, ao padre Francinaldo, que abriu as portas da cidade para o nosso grupo, ao companheiro Zelito Coringa, e principalmente ao povo de Carnaubais que é tão acolhedor", destaca o diretor d´O Pessoal do Tarará, Dionízio do Apodi.


O Pessoal do Tarará encerrará este projeto e entrará de férias, retornando no dia 13 de fevereiro, onde divulgará toda a agenda de 2011, que já se mostra, a exemplo de 2010, cheia de atividades.

Fonte: O Mossoroense

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

REFLITA!

“Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão”

"ÀS VEZES OUÇO PASSAR O VENTO, E SÓ DE OUVIR PASSAR O VENTO, VALE A PENA TER NASCIDO." (Fernando Pessoa)


É PROIBIDO...
Pablo Neruda

É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar sonhos em realidade.

É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.

É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.

É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,
Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.

É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.

É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.

É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.

É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.

É proibido não buscar a felicidade,
Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,Não sentir que sem você este mundo não seria igual.


CICLOS EM NOSSA VIDA
Fernando Pessoa

"Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.

Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.



Foi despedida do trabalho?
Terminou uma relação?
Deixou a casa dos pais?
Partiu para viver em outro país?
A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.

Pode dizer para si mesma que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, a serem subitamente transformadas em pó.

Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.

O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.

Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração..... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.

Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".

Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.

Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.

Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu própria, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és.