sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A NAÇÃO DOS ENLEVADOS



Faz de conta que faz, faz de conta que muda. Essa tem sido a peleja. Não advirto que sejamos auspiciosos em demasia, é tanta hipocrisia e as pessoas andam enlouquecidas. Cadê a segurança? Cadê? Em que mão se apoiar, se não na poderosa mão de Deus. Cadê a paz dos lares? Cadê as famílias equilibradas? O respeito aos mais velhos? Cadê as autoridades? Os homens aguerridos? Cadê os planos e as parcerias?
A saúde vai mal, a educação nem se fala, pior que UTI em decadência. Alguns cursos superiores reprovados em números alarmantes. Drama! É drama sim! É um verdadeiro drama nacional. Cadê a força da base? Cadê a prática? Chega de teorias, chega de reciclagens. Não somos lixo!
Tantas falácias, palavras eloquentemente ditas com veemência. E, não passam disso, não passam de muito aleive. Nesse meio tempo, preparemos os ouvidos para o ano que vem, e comecemos a refletir, treinar a mente e a mão. Que limpemos as nossas lentes, que não deixemos embaçar nossos olhos. Os nossos filhos dependem das nossas boas escolhas. Nossa velhice também. Talvez não tenhamos muitas opções, mesmo assim, ainda creio, há gente boa querendo fazer a querela. Não é justo generalizar! Não é! Só precisamos abrir os olhos além da conta, precisamos clamar por paz, pela volta dos valores morais, precisamos fazer nossa parte,e, se não pudermos transformar esse torrão, que transformemos a nós mesmos, a nossa vida espiritual, a nossa fé. É isso que nos resta, para não terminarmos atribulados, acobardados, trancados em um mundo feio, descolorido e rude, de homens egoístas e perversos que atropelam os outros sem acanhamento. Não dá para disfarçar minha repulsa. Quando adolescente, com minhas inquietações, sonhei com um país melhor, cantando o hino com amor no peito, entoando os versos com veracidade, pisando o solo firme e respeitando a marcha. No meu sonho tudo era diferente. Na época, não havia tantos diplomas, mas as pessoas eram sábias e humanas, não havia uma universidades em cada esquina, mas o ensino era acatado. Médicos não brincavam com a vida, erravam menos, professores ensinavam com devotamento a cartilha do abc e a tabuada, acompanhados da palmatória que era o corretivo na hora do erro. E assim, aprendíamos mais, valorizávamos nossos mestres, éramos mais amigos, adorávamos nossos pais e em meio as dificuldades fomos mais felizes. Viva Dona ILdete, Dona Mirinha, minha mãe(im memória) e tantos outros educadores que fazem a nossa história. Sonhava que seriamos “livres” menos injustos, mais dispostos a harmonia e cientificamente um país mais evoluído. Meu sonho se perdeu na modernidade exacerbada do tempo. Hoje, ponho o pé no chão e ao abrir e fechar os olhos o que vejo são os faz de conta. Faz de conta que faz, faz de conta que muda. Assim sendo, mais um sete se passa...

Josélia Coringa

3 comentários:

Falando de Saberes disse...

Ola josélia adorei sua postagem "A NAÇÃO DOS ENLEVADOS" é um grito preso na nossa garganta, com o avanço desse mundo tecnologico os valores se perdem, as familias se perdem, parece q nada mais tem soluçao, ai fica uma pergunta - o q vamos fazer? infelizmente ainda não temos respostas, quem sabe um dia encontraremos...

Aldirene 2º Período de Pedagogia-UERN

Profª Aloizia disse...

Passando,adorei seu blog.voltarei outras vezes!!!!
bjsss

julio cesar disse...

Josélia, que linda sua palavras decritas es frases tão corretas...
Parabéns... e que este pensamento brotem na parte fértil da sabedoria que cada um de nós temos... Parabéns mesmo!!!
Saudações... Julio