domingo, 16 de maio de 2010

PARCERIA COM UM CABRA CANGACEIRO



Recebi do amigo Kyldemir Dantas presidente da SBEC – Sociedade Brasileira de Estudo do Cangaço um poema intitulado – Derna de 1912 – Escrito em homenagem ao Mestre Luiz Gonzaga, com a sua permissão chafurdei por alguns dias na letra buscando a melodia. Firmo a nossa primeira parceria – rebatizada de Lua no Terreiro – Canção que estará inserida no próximo show. O irrequieto Kyldemir Dantas é funcionário da Petrobrás, Cordelista, estudioso escrevinhador, amante dos valentes sertanejos, apologista de cantador e de tudo que é regionalismo. Que venham outros e outros escritos, "lhe agaranto" serão todos musicados para aumentar a horta do violeiro. Valeu meu cangaceiro, cabôco amigo atencioso.

  • Zelito Coringa

sexta-feira, 14 de maio de 2010

BENDITA COMPANHIA TODO SANTO DIA

Festivo encontro de grandes novos compositores da música Brasileira, instrumentistas de várias regiões do Brasil. Daqui da terra dos Carnaubais levei o meu sotaque nordestino e um bisaco cheio de canções.
Tenho a felicidade de fazer parte desse time grandioso chamado BENDITA COMPANHIA.
Aqui segue a letra de uma canção composta por mim e parceiros no Sítio Santa Bárbara - Em Juquitiba/SP - Recanto de sossego do escritor, Jornalista e Presidente da Fundação Padre Anchieta - TV & Rádio Cultura, o querido Paulo Markun, homem do Roda Vida e autor de Anita Garibaldi, Cabeça de Vaca e tantos outros feitos culturais de enorme relevância cultural para o Brasil.
Esta canção já está sendo gravada pelo Pianista Catarinense Caio César Muniz, e que devo gravar também no meu próximo CD. A letra fala basicamente desse intercâmbio de artistas de várias regiões do país, da comunhão da arte e da busca de um novo fezer artístico.

Vou seguir o meu caminho construir meu ninho onde haja sol,
Deixar a luz brilhar de dentro sai desse relento larga de ser só,
Se preciso dê um jeito de fazer direito desatar o nó,
Esse nó tá na garganta a gente canta espanta, faz fica melhor,
Pra cantar e ser, pra cantar e ser feliz...
Vou juntar de grão em grão pôr tudo na canção,
Buscar a harmônia, é de noite, é de dia bendita companhia
Benditos negros uns.
juntos nós somos forte é o sul e o norte do mesmo país,
É de noite, é de dia bendita companhia,
Benditos somos uns.

Compositores:
Zelito Coringa (RN) Marcoliva  (RS) Caio César Muniz (PR)
Tatiana Cobbett (SP) Joubert Narciso (MG)  Rafael Calegari (SC)

CARTA À REPÚBLICA



Sim é verdade, a vida é mais livre
o medo já não convive nas casas, nos bares, nas ruas
com o povo daqui, e até dá pra pensar no futuro
e ver nossos filhos crescendo e sorrindo,
mas eu não posso esconder a amargura,
ao ver que o sonho anda pra trás e a mentira voltou,
ou será mesmo que não nos deixara?
A esperança que a gente carrega é um sorvete em pleno sol,
o que fizeram da nossa fé?
Eu briguei, apanhei, eu sofri, aprendi,
eu cantei, eu berrei, eu chorei, eu sorri,
eu saí pra sonhar meu País
e foi tão bom, não estava sozinho
a praça era alegria sadia
o povo era senhor
e só uma voz, numa só canção.
E foi por ter posto a mão no futuro
que no presente preciso ser duro,
que eu não posso me acomodar,
Quero um País melhor.

Milton Nascimento & Fernando Brant

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O OLHO


Um dia, disse o Olho: "Vejo, além destes vales, uma montanha velada pela cerração azul. Não é bela?
O ouvido pôs-se à escuta e, depois de ter escutado atentamente algum tempo, disse: "Mas onde há qualquer montanha? Não ouço."
Então, a mão falou:"Estou tentanto em sentí-la, e não encontro montanha alguma."
E o nariz disse: Não lhe sinto o cheiro."
Então, o olho voltou-se para outra parte; e todos começaram a conversar sobre a estranha alucinação do olho. E diziam: "Há qualquer coisa errada como o Olho."

Do Livro: O Louco - Gibran Khalil Gibran

quarta-feira, 12 de maio de 2010

LEITURA DE UM CLÁSSICO VARZEANO




Estive a semana passada na cidade de Pendências e recebi de presente da Fundação de Cultura Felix Rodrigues – Um valioso exemplar do Livro Terras de Camundá – de Manoel Rodrigues de Melo. Li numa tirada só, livro bom demais de ler. O autor faz uma viagem maravilhosa pelos tipos, pelas paisagens e costumes dos moradores do seu lugarejo. Romance escrito em forma de roteiro cinematográfico, em que cada palavra nos faz enxergar uma fotografia em movimento. Ao ler pude sentir o cheiro e a cor de todos os personagens ali descritos, gente que diante da falta de tudo, preservam a amizade, a alegria, as brincadeiras de criança e as conversas bem no pé da cozinha. E assim o cronista maior da nossa região rebatiza a sua querida cidade. Pendências se faz na sua fértil imaginação de homem visionário à promissora Felisópolis. Os diálogos curiosos e carregados de linguagem simples do seu povo enriquecem com perfeição e essência este livro, pura síntese de um cotidiano passado que ainda se repete em muitos recantos fincados as margens do bravo Piranhas Açu.
O grande construtor das letras potiguares Manoel Rodrigues de Melo sonhou a felicidade para a sua terra, e acredito que todos os poetas também sonham a sua.
Depois dessa leitura somente desejo sorte aos moradores das terras de Camundá, que sigam rumo a polis feliz, e que o desenvolvimento chegue e com ele a felicidade sonhada,
longe das pendências do tempo que a nossa vizinha siga construindo o futuro agora.
Daqui da capital das Quandús busco um codinome para sonhar a minha terra também.

Por Zelito Coringa