sábado, 20 de outubro de 2012

ZELITO CORINGA EVOCA A VIOLA E O CORDEL EM SEU NOVO SHOW


No show "Candeeiro de Cem Votis", o potiguar mistura música e literatura, sintetizando a cultura nordestina

A expressão nordestina “votis”, mais usada no Rio Grande do Norte e no Ceará, quer dizer espanto, descoberta, surpresa. É isso que o músico potiguar Zelito Coringa         sentiu aos 14 anos, quando conheceu a força da luz elétrica ao ligar pela primeira vez o interruptor de uma lâmpada de 100 Volts, que projetou um clarão em toda a casa. A mesma sensação que ele busca canalizar em “Candeeiro de Cem Votis”, show que apresenta hoje no Coisas de Maria João, em Santo Antônio de Lisboa, com experimentações na viola nordestina e o resgate da literatura de cordel.
 Textos de sua autoria norteiam a concepção do show, entre eles “Semente de Nós”, “Manual de Sobrevivência” e “Aos olhos de Voz”. Mas poemas de outros autores inspiram suas músicas, entre eles “A Muié e o Amô” do poeta Renato Caldas e “A Mulher e o Reino”, do escritor Ariano Suassuna. O resultado é uma síntese da alma nordestina, tecida por Zelito em sua apresentação. Ele traz também peculiaridade na sua forma de tocar, com a técnica Sanfoneta, extraindo o som do violão com canetas esferográficas.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

ZELITO FARÁ APRESENTAÇÕES DO NOVO SHOW EM FLORIANÓPOLIS E CURITIBA


Zelito Coringa apresenta “Candeeiro de Cem Votis” Composto de poemas e canções autorais, marcado por novas experimentações, afinações alternativas e a técnica Sanfoneta, som extraído do violão com canetas esferográficas.
A musicalidade da viola nordestina e a literatura de cordel estão presentes de forma marcante neste novo trabalho. Textos de sua autoria do premiado Espetáculo Coivarins – Cia Trotamundos de Artes. A Semente de Nós, Manual de Sobrevivência, Aos olhos de Voz – Vencedor de Melhor trilha do Teatro Potiguar/2004 com os parceiros Dudu Campos e Mazinho Viana norteia a concepção musical e poética do Show. Além dos Animais tem Razão e Taco de Chão do poeta membro da ABLC - Academia brasileira do Cordel – Antonio Francisco.
As músicas sobre os poemas “A Muié e o Amô do poeta Assuense Renato Caldas e a “A Mulher e o Reino” – Do autor e escritor Ariano Suassuna sintetizam de forma singela a alma feminina nordestina com simplicidade e sofisticação será também recitada.  
Outras importantes parcerias serão apresentadas, dentre elas “De Mossoró a Canindé” com o Mossoroense Mazinho Viana, trilha sonora do documentário “O Poeta e a Bicicleta” Classificado no FESTin de Portugal/2010. Além das canções inéditas e já gravadas por artistas catarinenses “Xote Lindo” do CD – Bendita Companhia, com Tatiana Cobbett, Marcoliva e Rafael Calegari, Pra Cantar e Ser Feliz, do CD Mar Alto – Caio Muniz, com Marcoliva, Caio Muniz, Rafael Calegari, e as inéditas com a bailarina e compositora Tatiana Cobbett, Mote Contínuo, Cosmopolita e a mais recente Grão de Nós.
Zelito Coringa é potiguar natural de Olho D’água município de Carnaubais interior do Rio Grande do Norte. Músico autodidata descobriu-se como artista ouvindo música num rádio ABC Canarinho movido à pilha Rayovac. O Candeeiro a gás a leitura dos primeiros romances e a escrita dos primeiros rabiscos poéticos.
O termo “Votis” é uma expressão bastante usada no nordeste principalmente no Rio Grande do Norte e Ceará. O seu significado popular é espanto, é surpresa. Vale conferir.  
 “Conheci a luz elétrica aos doze anos de idade, foi uma festa apertar pela primeira vez o simples interruptor da lâmpada de 100 Volts, a luz se fez em todos os recantos da casa, em seguida a poesia abriu-me os olhos para o mundo. O resumo de tudo isso é o desejo de dizer de forma diferente com as novas parcerias, outras energias e musicalmente vivenciar a tão rica cultura brasileira.” Diz Zelito. 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

COMPOSITOR DE CARNAUBAIS NA ABRAMUS

O músico carnaubaense Zelito Coringa torna-se sócio da Abramus – Associação Brasileira de Música e Artes. A organização passará a cuidar de agora em diante dos direitos autorais de suas composições.
A missão da entidade é continuar a trilhar o caminho do crescimento qualitativo, valorizando a criação artística, por meio da gestão coletiva eficaz dos Direitos Autorais de obras musicais, dramáticas, visuais e audiovisuais.


Entre os artistas renomados estão, Dominguinhos, Adriana Calcanhotto, Tom Zé, Fábio Júnior, Ivan Lins, Vanessa da Mata, Nando Reis, Maria Gadú, Vitor e Léo, dentre outros.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

MORRE SEU MANÉ DA RÁDIO RURAL DE MOSSORÓ

Afinal de contas para onde estamos indo? Cada vez se perde de vista o sentimento de humanidade, de atenção ao próximo e o que entendemos por gratidão. Acabo de receber a notícia do falecimento do radialista Manoel Alves, de 72 anos, o seu Mané da Rádio Rural de Mossoró. O mesmo desde a quinta-feira passada, ou seja, vésperas das eleições aguardava o leito de uma UTI num Hospital de Mossoró.

"Exemplos como o seu Mané estão espalhados por esse Brasil afora. Agora depois que se foi resta transformá-lo em monumento cultural, nome disso, nome daquilo. Lamento profundamente a forma como findou seus últimos dias, a voz desse cidadão chegava aos meus ouvidos de adolescente, músico aprendiz. Foi através do Rádio Rural que descobri o meu desejo de ser artista, de tocar, de fazer música. Lembro-me dos Concursos de A mais Bela Voz, da primeira vez que vi o seu Mané em Carnaubais anunciando os calouros. Como colaborador do Programa Cultura dos Monxorós – do apresentador e parceiro Genildo Costa, adentrando os estúdios da emissora tive a oportunidade de conhecer o seu Mané de perto, muitas vezes chegando na sua inseparável bicicleta. Obrigado seu Mané pela simplicidade e fé no trabalho que exercia, que a sua voz ecoe nas sintonias do céu"


                                                                                       Zelito Coringa - Músico de Carnaubais

Veja o que escreveu Rogério Dias:

“Artistas de Mossoró, um de nossos maiores patrimônios está necessitando de ajuda: Seu Mané da Rádio Rural, que está no HRTM. Não acuso ninguém, não quero criar polêmica com ninguém, mas que falta faz Monsenhor Américo. Seu Mané não merece isso. Só uma perguntinha: Cadê a tão propalada palavra de DEUS. Numa hora dessas, Seu Mané é totalmente esquecido?
Cadê o Bispo, os padres que dirigem a Rádio Rural? Seu Mané que queiram que não hoje ele é um patrimônio imaterial de Mossoró e de todo Estado. Não se fala em programação radiofônica em Mossoró, sem citar o nome desse ícone. Seu Mané!... mas ele está morrendo esquecido dos que provaram de seus trabalhos.