sábado, 24 de outubro de 2020

Professor compõe cordel com reflexão sobre papel dos colegas de profissão no momento de pandemia

Apaixonado por literatura de cordel, o professor de Língua Portuguesa Gilson Franco, 50 anos, debruçou-se sobre sua peculiar sensibilidade, aliada aos dotes poéticos, na produção do cordel "Os desafios do professor em tempos de pandemia e a importância do autocuidado".

           FONTE:  https://diariodonordeste.verdesmares.com.br

              Escrito por 

Os desafios do professor em tempos de pandemia e a importância do autocuidado

Prof. José Gilson Lopes Franco 

Tem uma íntima ligação
Do que o professor sente
Com o momento que vivemos,
Pois é tudo diferente.
Em tempos de pandemia,
Que abalam a nossa alegria,
Tudo ocorreu de repente.

Com o socioemocional
Quase sempre revirado,
O valente educador
Tem ficado atribulado.
Tem feito de tudo um pouco,
Tem vivido no sufoco,
E muitas vezes, calado.

Cobranças de toda parte
Se dirigem ao professor,
Que com a cabeça erguida
Demonstra o seu valor.
Nunca se dá por vencido;
É ousado e atrevido,
É, de fato, um sonhador.

A aula foi transferida
Para a sala de estar. 
O modelo agora é outro,
Tivemos que adaptar:
Por vezes, aulas gravadas,
Remotas, mas planejadas;
Outras formas de ensinar.

Estimado professor,
Adorável professora:
Vocês são a esperança
De uma nação promissora,
Depositando uma semente,
Crendo muito firmemente
Na escola transformadora.

Já dão o melhor que podem;
Não se cobrem em demasia,
Preservem a boa saúde,
A paz e a harmonia;
Se liguem ao que faz bem,
Dividam com os que não têm,
Sua gentil alegria.

Que tal pedir uma pizza?
Para a mãe telefonar?
Jogar bola com o filho?
Com a família almoçar?
Dar umas boas pedaladas,
Acabar-se em risadas,
E no quintal passear?

Que tal cozinhar um pouco,
Testar aquela receita?
Ler um livro especial,
E tudo o que se aproveita?
Curtir o sol despontando
Olhar crianças brincando?
Como a gente se deleita!!

Coisas legais pra fazer,
E que não nos custam nada:
Assistir aquela série,
Há muito tempo esperada;
Abraçar o seu benzinho,
Dar e receber carinho,
De uma forma emocionada.

Viva, viva todos os professores e professoras desta grande nação!!!


quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Conectando Saberes apresenta-se aos candidatos.

Nós somos a Conectando Saberes, uma rede de educadoras e educadores apoiada pela Fundação Lemann e presente em mais de 80 municípios em todo o Brasil espalhados por todas as Unidades Federativas. Essa rede existe porque acreditamos no poder transformador da educação pública de qualidade e de excelência quando todas e todos têm acesso a ela. 

Nosso compromisso com a transformação, contudo, não se limita ao nosso grupo de educadores e, consequentemente, de alunos. Em 2019, por exemplo, levantamos o projeto “Conectando Boas Práticas”, com o objetivo de incentivar professores, coordenadores pedagógicos e gestores escolares de todo o Brasil a compartilharem seus trabalhos. 

Nosso compromisso é, e sempre será, com a educação pública de qualidade para todas e todos. Isso significa não deixar nem um professor, coordenador, gestor ou aluno para trás. Por conta da pandemia, acreditamos que muitos avanços conquistados pela educação brasileira nas últimas décadas estão em risco e, por isso, criar políticas públicas adequadas para esse novo cenário é um grande desafio. 

Por isso, apresentamos-nos aos candidatos, não só para relembrá-los da importância da educação na agenda municipal, mas também para nos colocar à disposição para a construção de políticas públicas educacionais mais alinhadas à realidade da sala de aula.

Agradecemos a todos eles pela presença e disponibilidade.

 





O Núcleo de Carnaubais-RN

Recém-formado, o núcleo é composto HOJE por 11 educadores, onde reúne professores das três esferas: municipal, estadual e rede particular.  Com tendência a expandir.  

                                                           Coordenadoras 

Acreditamos em sete princípios que nos norteiam na busca de uma educação melhor. São eles: 

  1. A construção de uma educação pública de excelência envolve a participação de todos os sujeitos sociais na perspectiva de uma sociedade educadora;
  2. A educação deve ter o compromisso de construir uma formação para o exercício da cidadania plena e a transformação social;
  3. O(A) professor(a) como intelectual transformador(a) em condições de construir um novo paradigma educacional;
  4. Uma educação orientada pela equidade e pelo respeito à diversidade;
  5. O nosso trabalho faz diferença na educação brasileira;
  6. Foco na solução, não no problema;
  7. Altas expectativas em todos(as) e cada um(a) dos(as) nossos(as) alunos(as). 

Acreditamos que os problemas da educação são muito complexos para serem resolvidos sozinhos. Reafirmamos o compromisso do nosso núcleo com uma educação de qualidade para o município e na atuação em conjunto com a Secretaria de Educação para esse fim.  







sexta-feira, 12 de junho de 2020

Felicidade Realista, viva-a!!!


"FELICIDADE REALISTA"
( Martha Medeiros )

A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote
louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.
É o que dá ver tanta televisão.
Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo,
usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o
suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se.
Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Mas olhe para...



Mas olhe para todos ao seu redor e veja o q temos feito de nós e a isso considerado vitória de cada dia. Não temos amado, acima de todas as coisas. Não temos aceito o que não se entende porque não queremos passar por tolos. Temos amontoado coisas e seguranças por não nos termos um ao outro. Não temos nenhuma alegria que já não tenha sido catalogada. Temos construído catedrais, e ficando do lado de fora pois as catedrais que nós mesmos construímos, tememos que sejam armadilhas. Não nos temos entregue a nós mesmos, pois isso seria o começo de uma vida larga e nós a tememos. Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: tens medo.Temos organizado associações e clubes sorridentes onde se serve com ou sem soda. Temos procurado nos salvar mas sem usar a palavra salvação para não nos envergonharmos de ser inocentes. Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer sua contextura de ódio, de amor, de ciúme e de tantos outros contraditórios. Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar nossa vida possível. Muitos de nós fazem arte por não saber como é a outra coisa. Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença é angústia disfarçada. Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos no q realmente importa. Falar no que realmente importa é considerado uma gafe. Não temos adorado por termos a sensata mesquinhez de nos lembrarmos a tempo dos falsos deuses. Não temos sido puros e ingênuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer “pelo menos não fui tolo” e assim não ficarmos perplexos antes de apagar a luz. Temos sorrido em público do que não sorriríamos quando ficássemos sozinhos. Temos chamado de fraqueza a nossa candura. Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo. E a tudo isso consideramos a vitória nossa de cada dia. Mas eu escapei disso...