sábado, 17 de setembro de 2011

Poeta Potiguar Concorre a Prêmio Pela Internet


Antonio Francisco é o poeta potiguar

O documentário sobre Antônio Francisco, O Poeta e a Bicicleta, está participando de um concurso promovido no Rio de Janeiro pela internet. É um concurso de vídeos sobre a valorização da utilização da bicicleta e concorrem vídeos com até 03 minutos de duração. Nosso poeta maior está precisando urgentemente de seu voto para elevar sua veia poética para todos os rincões deste imenso país. Para votar é só acessar o link:http://www.curtaumabike.com.br


postado por Jailton Rodrigues

terça-feira, 13 de setembro de 2011

3ª EDIÇÃO DO ENSAIO GERAL

COISAS DO GÊNERO

O legado da arte no que diz respeito à construção de uma sociedade mais instruída, de senso critico mais apurado, menos violenta, mais humana, custa-nos tão pouco, ao mesmo tempo caro demais para a nossa existência. Esta semana tive a grata satisfação de me apresentar para uma pequeníssima platéia de jovens da cidade de Mossoró, todos residentes de uma Casa de Passagem para menores infratores. O curioso é que os referenciais melódicos e poéticos de todos eles é a Banda Grafith e coisas do gênero. Basta degustarmos alguns versos e entendermos o significado da falta de tolerância dos nossos adolescentes, da desmoralização, do lugar comum, do incentivo as beberagens sem sentido. Cada um sabe exatamente o peso da responsabilidade que carrega e o que traz como verdade para os dias vindos, não quero dá uma de bacana expressando esse pensamento, apenas. Faz muito tempo que não consigo enxergar o que existe de consistente na prática de muita gente; dirigentes de movimentos jovens, de alguns educadores, de quase todos os políticos, dos ditos formadores de opinião pública, enfim.  Estou convicto que não envelheci com a idade, muito menos esqueci as lições do velho movimento estudantil, da militância rural, socialista, dos princípios humanos imutáveis. Sei que quem não se encaixa nos moldes das uniões de poder corre o risco de cortar o próprio umbigo, de pular fora do cordão de isolamento, falar a verdade é um escândalo como diz o poeta Antonio Francisco. Não há projetos para governar absolutamente nada, há sim, projetos de alianças para se chegar ao poder simplesmente. Quem é cabeça de chapa é chapa de alguém ou deixa de ser. Afinal de contas queremos projetos de governo ou projetos de poder? Confesso que é preciso medir, e medir e medir, e no final não acharmos o resultado exato das contas. Chego à conclusão que o difícil não é mudar de idéia é não ter idéia nenhuma para ser mudada. Continuo acreditando que é possível fazer diferente, de sermos realistas e sonhadores ao mesmo tempo.  Se não há investimentos reais para a manutenção de nossos valores, para a educação e sobram recursos para a promoção da embriaguês festiva pirotécnica não faremos o amanhã acontecer. Quando é oferecido palquinho para a cultura e mega estrutura para entreter de falsa alegria o nosso povo, configura-se o digo. Neste exato momento desconheço ações e programas culturais no município que estejam avançando para o futuro. Faço questão em dizer que na entrada de minha cidade tem uma placa gótica dizendo: Bem-vindos a terra de Núbia Lafayette. Apesar de desconhecer qualquer contribuição que ela tenha nos deixado além de suas belíssimas interpretações, procuro ser feliz em repetir por onde passo que sou filho natural de Carnaubais.
Zelito Coringa

domingo, 11 de setembro de 2011


Que a união seja de braços, mãos ou pés. Onde juntos se torne um grande circulo, onde todos são iguais, onde o começo possa ser em qualquer uma das partes, onde não haja diferenças, apenas laços que somam o Todo.

kris Melo

sábado, 3 de setembro de 2011

Só de Sacanagem

Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, do nosso dinheiro que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais.
Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração tá no escuro.
A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam:
" - Não roubarás!"
" - Devolva o lápis do coleguinha!"
" - Esse apontador não é seu, minha filha!"
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar. Até habeas-corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar, e sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará.
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda eu vou ficar. Só de sacanagem!
Dirão:
" - Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba."
E eu vou dizer:
"- Não importa! Será esse o meu carnaval. Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos. Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau."
Dirão:
" - É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal".
E eu direi:
" - Não admito! Minha esperança é imortal!"
E eu repito, ouviram?
IMORTAL!!!
Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quiser, vai dar pra mudar o final.
Ana Carolina
Composição: Elisa Lucinda