terça-feira, 24 de maio de 2011
Parada Nacional 31 de Maio por uma revolução na educação
O vídeo da Profª. Amanda Gurgel promoveu uma discussão nacional sobre as condições da aprendizagem no Brasil.
Através das redes sociais, convidamos todos os professores e a sociedade civil para PARALISAÇÃO NACIONAL no dia 31/05/2011.
O intuito da PARALISAÇÃO é convidar as esferas governamentais para discussão acerca das condições de trabalho do professor como, a qualidade do ensino público e particular no Brasil. Assim, durante uma semana mobilizações em diversos locais do Brasil estará acontecendo.
Professor de 28 anos de idade morre vítima de infarto fulminante em Parelhas
Morte do professor de matemática Alexandre Breno Salvino dos Santos, conhecido como Lili de Boró, de apenas 28 anos de idade, da cidade de Parelhas, coloca novamente em pauta as discussões sobre a carga excessiva de trabalho dos professores brasileiros. Lili era um bom exemplo do estilo de vida adotado pela maioria dos educadores [...]
Professor e presidente do PMDB de Parelhas morre vítima de infarto A educação de Parelhas está de luto com a morte prematura do professor Alexandre Breno Salvino dos Santos,ele ensinava matemática e atualmente trabalhava em quatro colégios e dois cursinhos. De acordo com informações da TV Seridó, Lili morreu vítima de infarto na madrugada de domingo. O pai tentou socorrê-lo, mas morreu antes de chegar ao hospital. Além de profe [...]
Professor e presidente do PMDB de Parelhas morre vítima de infarto A educação de Parelhas está de luto com a morte prematura do professor Alexandre Breno Salvino dos Santos,ele ensinava matemática e atualmente trabalhava em quatro colégios e dois cursinhos. De acordo com informações da TV Seridó, Lili morreu vítima de infarto na madrugada de domingo. O pai tentou socorrê-lo, mas morreu antes de chegar ao hospital. Além de profe [...]
Alfabetização de adultos precisa levar em conta "norma popular", defendem especialistas
Um livro de língua portuguesa distribuído a turmas de educação de jovens e adultos (EJA) pelo Ministério da Educação (MEC) causou polêmica ao incluir frases com erro de concordância como "os livro ilustrado" ou "nós pega o peixe" em uma lição que apresentava a diferença da norma culta e a falada. No texto, a autora da obra Por uma Vida Melhor defende que os alunos podem falar do "jeito errado", mas devem atentar para o uso da norma culta, cujas regras precisam ser dominadas. Apresenta exemplos incorretos e, em seguida, mostra como eles deveriam ser escritos de acordo com as normas gramaticais.
A Academia Brasileira de Letras (ABL) condenou a posição da autora e criticou o MEC por defender a obra. O ministro Fernando Haddad (foto) já disse que os 484 mil livros comprados e distribuídos às escolas não serão recolhidos. De acordo com a ABL, "a posição teórica dos autores do livro didático que vem merecendo a justa crítica de professores e de todos os interessados no cultivo da língua padrão segue caminho diferente do que se aprende nos bons cursos de teoria da linguagem".
Mas linguistas e especialistas em educação de adultos defendem que a aceitação da variedade popular é parte importante do trabalho com o público que não frequentou a escola na idade correta. "O aluno chega à escola com uma linguagem já constituída muito longe do que é a norma culta. Se acha burro por falar errado. Então o educador tem que mostrar que a linguagem dele não é primitiva, mas uma língua que tem uma lógica e por meio da qual ele consegue se comunicar. Se você reconhece a sua própria fala, você consegue adquirir a norma culta", aponta Vera Masagão, presidente da organização não governamental (ONG) Ação Educativa e especialista em EJA.
Segundo Vera, para o adulto que retorna à escola depois de muito tempo sem estudar, aprender a norma culta é quase como "aprender uma língua estrangeira". "Ele vai fazer um esforço muito grande para colocar o "s" no final das palavras porque para ele não é natural conjugar o plural. Ele já é falante totalmente maduro, ao contrário de uma criança", compara. Ela avalia que a mesma abordagem não poderia fazer parte de um livro para as séries regulares do ensino fundamental, por exemplo, já que, nessa fase, o aluno está formando a sua linguagem.
Marcos Bagno, professor da Universidade de Brasília (UnB) e autor do livro Preconceito Linguístico, considera que faltaram informações à sociedade e aos meios de comunicação para abordar o assunto. "Isso é uma falsa polêmica porque qualquer livro didático que você procure no mercado brasileiro traz um comentário, uma lição sobre a variação linguística. A linguística moderna se dedica ao estudo de qualquer manifestação da língua e não só aquela que um grupo de pessoas considera certa", afirma. (Agência Brasil)
CNTE
A Academia Brasileira de Letras (ABL) condenou a posição da autora e criticou o MEC por defender a obra. O ministro Fernando Haddad (foto) já disse que os 484 mil livros comprados e distribuídos às escolas não serão recolhidos. De acordo com a ABL, "a posição teórica dos autores do livro didático que vem merecendo a justa crítica de professores e de todos os interessados no cultivo da língua padrão segue caminho diferente do que se aprende nos bons cursos de teoria da linguagem".
Mas linguistas e especialistas em educação de adultos defendem que a aceitação da variedade popular é parte importante do trabalho com o público que não frequentou a escola na idade correta. "O aluno chega à escola com uma linguagem já constituída muito longe do que é a norma culta. Se acha burro por falar errado. Então o educador tem que mostrar que a linguagem dele não é primitiva, mas uma língua que tem uma lógica e por meio da qual ele consegue se comunicar. Se você reconhece a sua própria fala, você consegue adquirir a norma culta", aponta Vera Masagão, presidente da organização não governamental (ONG) Ação Educativa e especialista em EJA.
Segundo Vera, para o adulto que retorna à escola depois de muito tempo sem estudar, aprender a norma culta é quase como "aprender uma língua estrangeira". "Ele vai fazer um esforço muito grande para colocar o "s" no final das palavras porque para ele não é natural conjugar o plural. Ele já é falante totalmente maduro, ao contrário de uma criança", compara. Ela avalia que a mesma abordagem não poderia fazer parte de um livro para as séries regulares do ensino fundamental, por exemplo, já que, nessa fase, o aluno está formando a sua linguagem.
Marcos Bagno, professor da Universidade de Brasília (UnB) e autor do livro Preconceito Linguístico, considera que faltaram informações à sociedade e aos meios de comunicação para abordar o assunto. "Isso é uma falsa polêmica porque qualquer livro didático que você procure no mercado brasileiro traz um comentário, uma lição sobre a variação linguística. A linguística moderna se dedica ao estudo de qualquer manifestação da língua e não só aquela que um grupo de pessoas considera certa", afirma. (Agência Brasil)
CNTE
sábado, 21 de maio de 2011
Amanda Gurgel é uma militante nata.

A professora de Língua Portuguesa que chamou a atenção do país inteiro depois que o seu discurso em uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado foi publicado no Youtube, já foi dirigente do Centro Acadêmico de Letras e do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Logo nas primeiras assembléias do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte/RN) das quais participou, assumiu a postura de oposição e no ano passado se filiou ao Partido Socialista do Trabalhadores Unificado (PSTU). Aos 29 anos, Amanda leva uma vida simples como a maioria dos professores do país: sai de casa às 5h50 e só retorna às 23h, pega três ônibus para chegar ao trabalho, estuda à noite, e tem pouco tempo e dinheiro para lazer.
Aos quatro anos perdeu os pais em um acidente de carro e foi morar no interior da Bahia com parentes. Voltou para Natal para cursar a faculdade de Letras na UFRN. Morou na residência universitária e trabalhou durante todo o curso para se manter. Amanda é professora desde os 21 anos. O primeiro trabalho foi no cursinho pré-vestibular do DCE, fase que ela descreve como a melhor da sua carreira. "Era um projeto social e é uma experiência diferente, o perfil dessas turmas é de pessoas realmente interessadas e que estão em um nível de leitura e escrita que você consegue desenvolver um bom trabalho".
Segundo ela, o grande choque com a educação veio quando assumiu uma turma do 6º ano em uma escola municipal de Natal. "A minha maior frustração foi quando entrei na sala de aula para o nível fundamental, em 2005. Eu vi que os alunos do sexto ano não tinham a menor proficiência para estar nessa série, eram alunos analfabetos", recorda.
O sonho de ser professora nasceu no cursinho pré-vestibular. Amanda admirava as aulas da professora Claudina e sonhava em ser como ela. "Ela era uma professora indescritível. Eu olhava para ela e pensava 'é isso que eu quero fazer na minha vida'. Então me tornei professora", contou. Mas e hoje, o que aconteceu com esse sonho? "Eu não sei dizer o que aconteceu com o meu sonho, mas ele não é mais o mesmo, definitivamente. Eu estou em uma fase de avaliação, estou refletindo", disse. A desmotivação vem, segundo ela, dos baixos salários, da falta de condições de trabalho e do analfabetismo dos alunos.
A vida corrida, o desgaste diário e a desvalorização da profissão, renderam a Amanda um problema de saúde que ela prefere não revelar, mas que foi responsável por seu afastamento da sala de aula. Hoje, trabalhando na Escola Municipal Professor Amadeu Araújo e na Escola Estadual Miriam Coelli, ela atua na biblioteca e no laboratório de informática. "Estou em fase de readaptação de função, fora da sala de aula. Assim como eu, existem muitos professores com problemas de saúde em decorrência do nosso trabalho", afirmou.
Fonte: Diário de Natal
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