quinta-feira, 30 de julho de 2009

Sincaesp apoia Sindicar pela moralização da CEAGESP

ROBSON CORINGA-PRESIDENTE DO SINCAESP
O Sincaesp e o Sindicar uniram forças contra o atual presidente da CEAGESP, Rubens Boffino. Centenas de permissionários e carregadores, segurando faixas com frases de efeito contra a administração de Rubens Boffino paralizaram o mercado na manhã do dia 13.
Há meses as duas entidades alertavam a insatisfação dos permissionários e carregadores com a gestão do presidente que, segundo o Sincaesp, prometeu atender aos anseios dos permissionários, mas nada de concreto foi realizado. Os carregadores e permissionario reclamaram sobre o aumento abusivo dos alugueis e os já crônicos problemas com a manutenção, fiscalização e segurança.

SINCAESP - Sindicato dos Permissionários em Centrais de Abastecimento de Alimentos do Estado de São Paulo

VERSOS SOBRE A MINHA CIDADE DE REVERSOS

Nos aluviões varzeanos
Ergueu-se uma cidade
Envolta de um poço d’água
Com muita serenidade
O seu povo ali vivia
Repleto de alegria
Nos aluviões varzeanos
Ergueu-se uma cidade

Sem pensar em vaidade

O seu nome Carnaubais
Vem de uma planta típica
Do nordeste brasileiro
De outras terras ela se estica
E nos vales potiguares
Encanta os nossos olhares
Entre os pés de oiticica

Canafistulas, marizeiros
Se rendem a sua beleza
Dos seus leques verdejantes
Feitos de vento e beleza
Um sopro feito de calma
É assim a sua palma
Aplaudindo a natureza

Do rouxinol no seu talo
Fazendo amor escondido
Do canarinho silvestre
Caçado feito bandido
Cantando não cobra nada
Numa gaiola malvada
Mostra seu canto sofrido

E assim os verdelins
Que aproveitam o toco
E até mesmo o gabiru
Que se esconde no oco
Nesta arvore hospitaleira
O gavião de peneira
Com suas garras de louco

Sem piedade atormenta
Feito o homem de latão
Que sem carne e piedade
Vive de matar canção
Nos pés de carnaubeira
Com as pedras da baladeira
Em cada tiro um canhão

E a maldade se alastra
Sobre a árvore da vida
Que dá nome a minha terra
Que dá nome a minha lida
- Eu me chamo Zé Vareiro
Morador do tabuleiro
Desde a minha infância querida

Ao meu pé de carnaúba
Que cuidei desde pequeno
Onde matei minha fome
Com seu fruto doce ameno
Do seu tronco eu mergulhava
No riacho me banhava
Fosse sol, fosse sereno

Cultuando a beleza
Das suas palmas relutantes
Que aplaudem a passagem
Dos seus novos habitantes
Carnaubais, carnaubeira
Ó deslumbrante palmeira
Proteja as nossas vazantes

Purifique o nosso ar
Mostre a sua resistência
Viva mais duzentos anos
Eu peço até por clemência
- Meu pezinho de cuandu
Perto do Rio - Açu
Cresça com mais imponência

E suba até o infinito
Avisando ao criador
Seja a torre de babel
Eu te peço, por favor,
Diga a Deus lá no céu
Que apague o fogaréu
Tire o povo do temor...

Trechos de um cordel não publicado - Autor Zelito Coringa

segunda-feira, 13 de julho de 2009

CRITICA DE ARIANO SUASSUNA SOBRE O FORRÓ ATUAL


'Tem rapariga aí? Se tem, levante a mão!'. A maioria, as moças, levanta a mão. Diante de uma platéia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, e todas bandas do gênero). As outras são 'gaia', 'cabaré', e bebida em geral, com ênfase na cachaça. Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade.


Pra uma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bem representativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá: Calcinha no chão (Caviar com Rapadura), Zé Priquito (Duquinha), Fiel à putaria (Felipão Forró Moral), Chefe do puteiro (Aviões do forró), Mulher roleira (Saia Rodada), Mulher roleira a resposta (Forró Real), Chico Rola (Bonde do Forró), Banho de língua (Solteirões do Forró), Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal), Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada), Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca), Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró), Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró). Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas.


Porém o culpado desta 'desculhambação' não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando-se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de 'forró', parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde. Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado. Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo estético. Pior, o glamour, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo.


Aqui o que se autodenomina 'forró estilizado' continua de vento em popa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem 'rapariga na platéia', alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é 'É vou dá-lhe de cano de ferro/e toma cano de ferro!', alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos.

Ariano Suassuna

domingo, 12 de julho de 2009

Manias que parecem inofensivas podem ser ponto de partida para o TOC



O que é o Transtorno Obsessivo Compulsivo conhecido como TOC

Os seres humanos possuem suas particularidades, mas o certo é que, todos eles têm manias, as mais variadas possíveis. Porém, ações repetitivas, que podem ser realizadas tanto por crianças, adolescentes ou adultos, podem ser um transtorno comportamental de compulsão.

Entre essas compulsões estão as seguintes: por comida, (anorexia e bulimia – manter-se magro), por bebida alcoólica, sexo, chocolate, remédio, roubo (cleptomania), limpeza, organização, de praticar atividade física (vigorexia), entre outras. Diante deste vasto universo, a médica e psicanalista, Soraya Hissa de Carvalho, alerta sobre o Transtorno Obsessivo Compulsivo, mais conhecido como T.O.C.

Segundo a médica, o transtorno consiste na combinação de obsessões e compulsões. “Obsessões são pensamentos ou idéias, impulsos, imagens e cenas, que invadem a consciência de forma repetitiva. Já as compulsões são comportamentos repetitivos, como lavar as mãos, fazer verificações e conferências ritualizadas; além de mentais, como rezar, contar, repetir palavras ou frases”, destaca Soraya.

No transtorno, as compulsões são comportamentos repetitivos e intencionais (apesar de quase involuntários) desempenhados em resposta à idéia obsessiva. Soraya afirma que esses impulsos obsessivos e as conseqüentes compulsões são suficientemente intensos para causar sofrimento acentuado, consumir tempo, interferir significativamente na rotina normal da pessoa, no funcionamento ocupacional ou nas atividades e relacionamentos sociais.

Sintomas do Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)

Soraya explica que o T.O.C é classificado como um transtorno de ansiedade por causa da forte tensão que sempre surge quando o paciente é impedido de realizar seus rituais. Mas, segundo ela, a ansiedade não é o ponto de partida desse transtorno. Como nos demais transtornos desta classe, o início de tudo são os pensamentos obsessivos ou os rituais repetitivos.

Diagnóstico do Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)

Conforme a médica, os sintomas obsessivos e compulsivos são imprescindíveis para fazer o diagnóstico da doença. Contudo, além dos sintomas são necessários outros critérios. Além disso, Soraya ressalta que é preciso que, em algum momento, o paciente reconheça os acontecimentos como excessivos, exagerados, injustificáveis ou anormais.

Tratamento do Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)

De acordo com a médica, a maior dificuldade para o tratamento do TOC está, exatamente, em convencer o paciente que o que ele sente é uma doença e que é possível tratá-la. “Hoje, o tratamento mais adequado é a combinação de medicamentos com as terapias cognitivo-comportamentais que, isoladamente, também apresentam bons resultados, assim como os antidepressivos”, conclui Soraya.

www.copacabanarunners.net

sábado, 11 de julho de 2009