quarta-feira, 1 de abril de 2020

Versos que despertam!!

Vejam agora meus queridos o que tenho pra falar!!

Esse tal coronavirus,chegou pronto pra assustar. Tosse, febre, falta de ar, ele causa em quem pegar. Provocando um pânico danado nos impedindo até de trabalhar. Mas logo, logo, deste mal, Deus há de nos livrar!! 
                 
Ele veio lá da China, mais precisamente de Wuhan. Que fica em uma província, pertencente a este lugar! Um bicho tão minúsculo que a olho nu não se vê.  Mas faz um estrago tão grande, deixando muitos a perecer.     
                           
Nunca vi algo invisível, tanta atenção chamar. Fazendo um mundo inteiro, suas atividades parar! No ambiente ele vive, um tempo que pode variar. Passando dias ou horas, dependendo do lugar. Se é quente, dura pouco, mas se é frio quer morar.     

Vamos falar bem baixinho pra ele não escutar. Nós somos gente valente e ele vamos derrotar.     

O bicho é tão perspicais, que se instala em vários lugares. Na roupa, no corpo, em objetos, raro é o lugar que não estar!   

Ainda há aqueles que digam, isso é tolice, é mentira, não quer nem ouvir falar.                           

Quem diria que um dia, nós íamos ter que usar, uma máscara na cara, para ir a qualquer lugar!!E por fim, podemos vê, o pavor em todo lugar!

Espirrar já não se pode,pois ao outro vamos assustar! SERÁ O CORONAVIRUS??!!! Melhor nem se aproximar!! 
             
Quem diria que um dia nós não íamos poder abraçar, essa demonstraçao de carinho, tão gostosa de expressar!!!!     
                   
Terminando aqui estes versos, quero apenas lhes  lembrar, fiquem todos em suas casas. Vamos a contaminação evitar!! 
     
Lucineide Mota. Professora de Língua Portuguesa da rede Municipal de Carnaubais RN.

sábado, 28 de março de 2020

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO NOTA DE ESCLARECIMENTO



O Conselho Nacional de Educação (CNE), considerando as implicações da pandemia da COVID-19 no fluxo do calendário escolar, tanto na educação básica quanto na educação superior, vem a público elucidar aos sistemas e às redes de ensino, de todos os níveis, etapas e modalidades, que porventura tenham necessidade de reorganizar as atividades acadêmicas ou de aprendizagem em face da suspensão das atividades escolares por conta de ações preventivas à propagação da COVID-19, o que segue: 

1. ao adotar as providências necessárias e suficientes para garantir a segurança da comunidade social, os sistemas federal, estaduais, municipais e do Distrito Federal e as redes e instituições de educação básica e educação superior, devem considerar a aplicação dos dispositivos legais em articulação com as normas estabelecidas por autoridades federais, estaduais, e dos sistemas de ensino, para a organização das atividades escolares e execução de seus calendários e programas, ficando, a critério dos próprios sistemas de ensino e redes e instituições de educação básica e educação superior, a gestão do calendário e a forma de organização, realização ou reposição de atividades acadêmicas e escolares; 

2. no exercício de sua autonomia e responsabilidade na condução dos respectivos projetos pedagógicos e respeitando-se as normas e os parâmetros legais estabelecidos, as redes e instituições de educação básica e educação superior podem propor formas de realização e reposição de dias e horas de efetivo trabalho escolar, em articulação com as normas e a legislação produzidas pelo correspondente órgão de supervisão permanente do seu sistema de ensino e de dirigentes municipais, estaduais e do Distrito Federal; 

3. no processo de reorganização dos calendários escolares, deve ser assegurado que a reposição de aulas e a realização de atividades escolares possam ser efetivadas de forma que se preserve o padrão de qualidade previsto no inciso IX do artigo 3º da LDB e inciso VII do artigo 206 da Constituição Federal; 

4. no exercício de autonomia e responsabilidade na condução de seus projetos acadêmicos, respeitando-se os parâmetros e normas legais estabelecidas, com destaque e em observância ao disposto na Portaria MEC nº 2.117, de 6 de dezembro de 2019, as instituições de educação superior podem considerar a utilização da modalidade EaD como alternativa à organização pedagógica e curricular de seus cursos de graduação presenciais; 

5. no exercício de sua autonomia e responsabilidade na condução dos respectivos projetos pedagógicos e dos sistemas de ensino, compete às autoridades dos sistemas de ensino federal, estaduais, municipais e distrital, em conformidade com o Decreto nº 9.057, de 25 de maio de 2017, autorizar a realização de atividades a distância nos seguintes níveis e modalidades: I - ensino fundamental, nos termos do § 4º do art. 32 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996; II - ensino médio, nos termos do § 11 do art. 36 da Lei nº 9.394, de 1996; III - educação profissional técnica de nível médio; IV - educação de jovens e adultos; e V - educação especial. 

6. no exercício de autonomia e responsabilidade dos sistemas federal, estaduais, municipais e do Distrito Federal, respeitando-se os parâmetros e os limites legais, os estabelecimentos de educação, em todos os níveis, podem considerar a aplicação do previsto no Decreto-Lei nº 1.044, de 21 de outubro de 1969, de modo a possibilitar, de acordo com a disponibilidade e normas estabelecidas pelos sistemas de educação, aos estudantes, que direta ou indiretamente corram riscos de contaminação, serem atendidos em seus domicílios. Brasília (DF), em 18 de março de 2020. 


LUIZ ROBERTO LIZA CURI Presidente do Conselho Nacional de Educação

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

EDUCAR...


Educar nos três tempos
Arthur da Távola

Eu educo hoje,
com valores que recebi ontem,
para as pessoas que são o amanhã.
Os valores de ontem, os conheço,
os de hoje, percebo alguns.
os de amanhã, não sei.
Se uso só os de ontem, não educo: complico.
Se uso só os de hoje, não educo: condiciono.
Se uso só os de amanhã, não educo: faço experiências.
Se uso os três, sofro, mas educo.
Por isso, educar é perder sempre, sem perder-se.
Educa quem for capaz de fundir o ontem,
o hoje e o amanhã.
O amor e o livre-arbítrio sejam as bases.
Educa quem for capaz de dotar os seres dos elementos
da interpretação dos vários PRESENTES que lhes surgirão.
Repletos de PASSADOS em seus FUTUROS.


É PRECISO DISPOSIÇÃO PARA APRENDER.


Um ano inteirinho está a sua espera. Dias cheios de possibilidades virão, como folhas de um caderno em branco para você escrever sua melhor história de 2020. Antes de colocar a mão na massa é importante que você esteja minimamente convencido de que querer transformar é fundamental. Vivemos em um mundo gigante e trabalhamos em uma escola que precisa cada vez mais de nós. Cada aluno(a) com suas particularidades, histórias e vidas específicas. Pequenos grandes universos dentro de cada pessoa, com seus pontos de vista que se complementam ou se chocam. Alguns acabam perdendo sua identidade, o interesse de se preocupar com o outro, de apreciar as belezas da vida, de construir uma sociedade com dignidade para todos. E vivemos a era da modernidade líquida, empobrecida e dominada pelas tecnologias. Nossas instituições, quadros de referência, estilos de vida, crenças e convicções mudam antes que tenham tempo de se solidificar em costumes, hábitos e verdades. Mesmo assim, ainda devemos sonhar e buscar mudanças interiores, para que nossas crianças e jovens sejam diferentes e se sensibilizem para ter uma vida mais feliz, procurando no outro e nas coisas mais simples o verdadeiro significado de sua existência, percebendo que somos feitos dos outros e a história de uma pessoa se configura  como uma colcha de retalhos: ela é  formada dos acontecimentos, dos momentos de alegria e de tristeza, dos sonhos... da vida de cada um.  Entender que o homem não anda sozinho, que há caminhos que se completam. Que cada um precisa assumir o seu papel social. Fazer o que tem que ser feito sem reclamar. Entender que é dever de cada um colaborar para que tenhamos uma escola melhor. Um apoiando o outro formando a comunidade “Adalgiza”.  Cada ser é um pedacinho nesse conjunto. Importante é querer ser costurado aos outros retalhos e não ficar isolado. Todos conectados, comprometidos, na procura  da aprendizagem significativa, costurando os saberes e formando a grande colcha de retalhos.
Aí está a  riqueza da diversidade, das identidades, dos valores, do próprio currículo. Todos podem ser diferentes e construir algo com o mesmo objetivo, especialmente na escola. Desse modo, poderão se sentir parte da grande teia da vida. Nós somos aquilo que vivemos.  Somos um pouquinho da vida de nossos pais e avós, das pessoas que  estão à nossa volta. A cultura, o modo de ser das pessoas influencia o  nosso modo de ser e de ver as coisas. Assim, é chegada a hora de início de uma nova experiência. 

Bom ano letivo! 
                                                                                                                                        
  Josélia Coringa

HARMONIA DO AMBIENTE ESCOLAR


Cecília Meirelles, em sua saborosa poética, assim escreve: "Ensinar é acordar a criatura humana dessa espécie de sonambulismo em que tantos se deixam arrastar. Mostrar-lhes a vida em profundidade. Sem pretensão filosófica ou de salvação - mas por uma contemplação poética, afetuosa e participante."
Quando se lê a educação com esse olhar de Cecília, parece que o dia-a-dia na relação professor-aluno é encantado. Muitos dirão que essa elevação afetiva só funciona no plano das ideias e que na prática se assiste a um aviltante processo de destruição das relações humanas.
A violência nas escolas se materializa em agressões verbais e físicas. O professor se sente vítima de um sistema que não o valoriza, portanto não o entende bem, nem o protege. Os alunos parecem prontos para a batalha. Padecem de amor e de limites. A ausência familiar se faz sentir na postura agressiva ou apatia em sala de aula.
Além disso, e talvez por isso, tentam disputar poder com os professores que, por sua vez, se deixam levar em um debate desnecessário. Há um axioma essencial na relação entre professor e aluno: autoridade harmonizada pelo afeto. O aluno precisa de limite e precisa compreender o papel do educador. O educador não pode impor sua autoridade, mas deve conquistá-la. Sem brigas nem ameaças. Sem histeria nem parcimônia. Com o respeito de quem sabe ensinar e aprender e de quem harmoniza as relações.
Há algumas dicas para essa relação harmoniosa. Evidentemente, são a experiência e a disposição do professor que farão com que ele toque na alma do seu aluno - sem isso não há educação. Entre essas dicas, algumas proibições. A primeira delas é que professor não pode brigar com aluno, mesmo que tenha razão. Se isso acontecer, parte da sala torcerá pelo aluno e a outra pelo professor, assim, ele deixa de ser referencial. A segunda: professor não pode colocar apelido em aluno. Terceira: não deve comparar um com o outro - é preciso lembrar que não há homogeneidade no processo educativo, mas heterogeneidade. Quarta: professor não pode se mostrar arrogante nem subserviente. O meio termo é amoroso.
E aí voltamos a Cecília Meirelles. A harmonia no ambiente escolar há de ocorrer quando se consegue quebrar a carcaça que envolve alguns alunos, pela falta de algo que deveria ter vindo antes. É esse sonambulismo, essa postura incorreta frente à vida e frente a si mesmo.
Trata-se de ajudá-lo a viver essa contemplação poética, ou, em termos aristotélicos, a buscar uma aspiração para a vida. Ou ainda em Paulo Freire, ajudá-los a desenvolver autonomia para sonhar.
Aí sim, o professor mostrará autoridade. Autoridade generosa de quem confia e cobra. De quem contrata no melhor sentido da palavra. E é nesse bom caminho que entra o afeto como instrumento de poder e participação. É do olhar do mestre que saem essas virtudes. O olhar que acolhe e que constrange quando necessário. O olhar que se faz cúmplice nas boas conquistas e que lamenta docemente pelo que se perdeu. O olhar que mantém o silêncio na sala de aula, sem gritos ou lamentações, mas que é capaz de chorar pela emoção de mais um aprendiz que encontrou seu caminho.
A harmonia no ambiente escolar não é uma utopia. É talvez uma tarefa complexa que exige o que de melhor podem dar os educadores: competência, coragem e muito, muito amor!


Revista Educacional, edição de setembro de 2007