terça-feira, 9 de setembro de 2014

“Sobre a coragem de mudar”



Em tempos passados o normal era que um jovem escolhesse uma carreira e permanecesse nela até morrer, ainda que ela não lhe desse felicidade, tal como acontecia também com os casamentos. Para sempre, até que a morte os separe. Uma coisa boa dos tempos em que vivemos, a despeito de todas as suas confusões, é que as pessoas descobriram que é possível mudar a direção do vôo. Nada as obriga a voar sempre na mesma direção até o fim. Eu mudei minhas direções várias vezes e não me arrependo. Meu amigo Jether era um próspero dentista na cidade do Rio de Janeiro. Estava ficando rico. Riqueza dá segurança. Segurança dá tranquilidade à família. Mas enquanto ele olhava para o mundo delimitado pelos dentes dos seus clientes, a sua alma voava por outros mundos! E foi assim que, num belo dia, ele resolveu voar. Chegou em casa e comunicou à esposa Lucília: “Meu bem, vou vender o consultório”. E assim, com mais de quarenta anos, voltou para a estaca zero e foi se preparar para o vestibular… E ele seguiu um caminho feliz! Está com 82 anos, tem cara de 60, disposição de 40 e leveza de criança! Cada profissão delimita um mundo: há o mundo dos advogados, dos dentistas, dos engenheiros, dos professores, dos médicos, dos músicos, dos artistas, dos palhaços, do teatro. O jovem estudante do filme Sociedade dos poetas mortos sonhava em ser artista de teatro. Mas seu pai havia mirado seu arco para a medicina… Dezoito ou dezenove anos é muito cedo para definir o que se vai fazer pelo resto da vida. Esse é um tempo de procuras, indefinições, sonhos confusos. É normal que, ao meio do curso universitário, o jovem descubra que tomou o trem errado e se disponha a saltar na próxima estação. É angústia para os pais. Claro, porque o que eles mais desejam é ver o filho formado, empregado, ganhando dinheiro. Isso lhes daria liberdade para viver e permissão para morrer… Mas não seria terrível para ele – ou ela – se, só para não “perder tempo”, “só para não voltar ao início”, continuasse até o fim? Se não quero ir para as montanhas, se quero ir para a praia, por que continuar a dirigir o carro pela estrada que vai para as montanhas? Pais, não fiquem angustiados. Sua angústia é inútil. E nem fiquem com a ilusão de que o diploma dará emprego ao filho. Não dará. Assim é melhor ir devagar seguindo a direção que o coração manda. O difícil, para os pais, será se o filho, no último ano de direito, lhes comunique: “Descobri que não gosto de Direito. Vou estudar para ser palhaço!” Aí posso imaginar o embaraço do pai e da mãe quando, em meio a uma reunião social, quando se fala sobre os filhos, alguém lhes dirija a palavra e diga: “Meu filho está no Itamarati. Vai ser diplomata. E o seu?” Resposta: “O nosso está no circo. Vai ser palhaço…” Cá entre nós: não sei qual profissão dá mais felicidade, se a de diplomata ou se a de palhaço…
Por Rubem Alves

                                        Velho Marujo



"Enquanto a sociedade feliz não chega, que haja pelo menos
fragmentos de futuro em que a alegria é servida como
sacramento, para que as crianças aprendam que o
mundo pode ser diferente. Que a escola,
ela mesma, seja um fragmento do
futuro..."

domingo, 7 de setembro de 2014

É ISSO..

“A gente precisa continuar acreditando: que vale a pena ser honesto. Que vale a pena estudar. Que vale a pena trabalhar. Que é preciso construir: a vida, o futuro, o caráter, a família, as amizades e os amores”
E, por que não?, temos uma democracia que tem de funcionar e proporcionar a este povo brasileiro decência, dignidade, alegria, segurança, respeito, seriedade. Que sejamos, com eleições e toda a balbúrdia, menos alienados e menos fúteis – para sermos menos sofridos. Lya luft

sábado, 6 de setembro de 2014

VIVA ADALGIZA! O DESFILE FOI UM SUCESSO. PARABÉNS EQUIPE.



 A Escola Estadual Professora Adalgiza Emídia da Costa apresentou, um magnifico desfile, levou para avenida A 1º mostra de arte e leitura e exaltou os 66 anos de esforço e dedicação ao desenvolvimento educacional e cultural de Carnaubais.

Com o ESTANDARTE da escola a Aluna Valéria do 6º ano.

A Comissão de frente com bambolês mostrando a sigla da escola e em seguida as portas-bandeiras.
                                            
                                                      

                                                           BRASIL
                                                                 RN
                                                                     CARNAUBAIS
                                                                       ESCOLA

1ª BANDA: FANFARRA CHICOS VERAS DE ANGICOS

Nas alas temáticas mostramos:
A 1ª ala mostrou a simbologia de um livro O MESMO INDICOU O 10º INERFEST (projeto que já é tradição na escola) SEGUIDO DO TEMA GERADOR DO PROJETO DE LEITURA: ADALGIZA TE QUERO LENDO E ESCREVENDO.  
A 2ª ALA  O SUBTEMA (ALÉM DE BOLA, BONEÇA E PIÃO, LIVRO E IMAGINAÇÃO) fruto de um projeto indicado pela professora Josélia Coringa que o elaborou inspirada nessas citações: 
”Se não morre aquele que escreve um livro ou planta uma árvore, com mais razão, não morre o educador, que semeia vida e escreve na alma”. Jean Piaget
Contos de fadas, fábulas, parábolas, adivinhação, causos e histórias encantadas são caminhos de entrada para o mundo da imaginação. Rubem Alves, sabiamente diz: “Coisa gostosa é brincar! Brinquedos dão alegria: bonecas, pipas, piões, bolas, petecas, balanços... Mas há brinquedos que são feitos com algo que a gente não pode nem tocar e nem pegar: brinquedos que são feitos com palavras”. Eis o nosso tema:...que abraçado pela diretora Nair Luiza, pela coordenadora Francisca Izabel e por todos os professores resultou em um trabalho positivo para escola.

 
A 3ª ala  A BELA ADORMECIDA é um clássico conto de fadas cuja personagem principal é uma princesa, enfeitiçada por uma maléfica feiticeira para cair num sono profundo, até que um príncipe encantado a desperte com um beijo provindo de um amor verdadeiro.   

TURMA DO 1º ANO DA PROFESSORA Ceição Vieira.
Na 4ª ala é a Branca de neve O conto na versão dos irmãos Grimm, uma rainha ao lançar o olhar para a neve, picou o dedo com a agulha, e três gotas de sangue pingaram sobre a neve, o que a deixou admirada e a fez pensar que, se tivesse uma filha, gostaria que fosse "alva como a neve, rubra como o sangue e com os cabelos negros como o ébano da janela". Turma do 2º ano da professora Maria Daluz.





Na 5ª ala mostrou lindamente A reunião das letras “Um livro de Karla Maria e Queiroz  uma maravilhosa viagem ao universo das letras, um mundo encantado onde tudo é possível acontecer, as palavras saltitam, discutem e se divertem umas com as outras e ensinam de forma divertida. O alfabeto é um companheiro permanente para quem ensaia os primeiros passos no universo da escrita. Sob a responsabilidade da professora do 3º ano Gilzineide


  Como a matemática não poderia faltar a 6ª ala mostrou  A TABUADA CANTADA. Essa que Antigamente tinha que sabê-la “na ponta da língua”, hoje os métodos utilizados para que o aluno aprenda são bem diversificados.  Turma do 5º ano sob orientação do professor Edson Cândido. 

Na 7ª ala a frase: ATRAVÉS DA LEITURA DE BONS LIVROS UMA NOVA PORTA SE ABRE PARA O FUTURO. Mais uma vez enaltecendo o livro como peça fundamental para o desenvolvimento das sociedades e para o crescimento intelectual do indivíduo.




O 8ª ala maravilhosamente linda  resgatou O CIRCO. A magia do circo  nos remete a algo incrível, nos fazendo viajar na alegria dos palhaços, nas acrobacias dos malabares e na beleza das cores. Relatos trazem que esta arte difundida no mundo todo exista desde a antiguidade, embora hoje pouco valorizada. E ASSIM O PROFESSOR Arinaldo Sales com sua turma do 4º ano A, mostraram que “A Literatura pode ser uma grande brincadeira assim como o circo.”


A Ala seguinte traz o PROGRAMA MAIS EDUCAÇÃO, e abre com mais uma simbologia do livro.
 “ A leitura é como plantar uma árvore e regá-la... sem elas não colheremos os frutos de uma sociedade melhor. Sob a coordenação do Professor Arinaldo Sales.


Os meninos caixas mostraram as modalidades existentes no programa MAIS EDUCAÇÃO



Considerado um clássico da literatura infantil brasileira, A 10º ala  é: Chapeuzinho Amarelo de Chico Buarque de Holanda,
que apresenta uma heroína com características culturais de um novo tempo enfrenta os conflitos presentes na criança moderna que, muitas vezes, se deixa dominar pelo medo e esse medo de tudo a impede de viver enquanto criança, isolando-a do mundo, dos prazeres da infância e da alegria de viver. Turma da professora Letíca Alves 4º ano B, acompanhados pela monitoras Aldirene e Aldinete.



Em seguida vem uma homenagem ao escritor e cartunista Ziraldo,
Com  "O Menino Maluquinho", e ele costuma dizer que “ler é mais importante do que estudar”. O dito já gerou polêmica entre educadores; mas concluímos que a afirmação é certeira, pois só gosta de estudar quem gosta de ler. Responsáveis às monitoras: Aldirene/Aldinete e Elizete

MONTEIRO LOBATO não poderia faltar nessa mostra e veio com o Sítio do Pica-Pau Amarelo que é uma série de vinte e três livros de fantasia, escrita pelo autor brasileiro.  Quem mal lê, mal ouve, mal fala, mal vê. Eis a obra desse grande e inesquecível autor.
BANDA FANFARRA ROSA DO VALE DO ALTO DO RODRIGUES que todo ano vem abrilhantar o nosso desfile.
A aluna Suelen rainha do JECAR abre a ala do atleta na escola, atletas destaque  vencedores dos jerns-2014.





A 13ª ALA com os alunos do 6º ano,  as memórias da nossa gente “ Dos índios tapuios à atualidade” fragmentos do livro “ A HISTORIGRAFIA DA TERRA DOS VERDES CARNAUBAIS, do professor escrito Francisco Antônio de Oliveira.





A 14ª ALA fez uma homenagem ao poeta, cordelista Antônio Francisco  e mostrou-nos “Dez cordéis num cordel”  destacando os cordéis: MEU SONHO, OS ANIMAIS TÊM RAZÃO, A ARCA DE NOÉ e AQUELA DOSE DE AMOR. Organizada pelos professores: Filipe Moura, João Batista e Anna Tereza juntamente com os alunos do 7º ano.

15ª ala dos alunos do 8º e 9º ano, fizeram  uma merecida homenagem ao grande escritor do AUTO DA COMPADECIDA, Ariano Suassuna, organizada pelas professoras: Odenir Lira e Edinete, mostrou-nos algumas de suas obras e fez-nos refletir: A humanidade se divide em dois grupos, os que concordam e os equivocados.
16ª Ala os nossos alunos fardados sob a organização do professor Cícero Macedo.
17º ala trouxe-nos os ex-alunos, hoje alunos do IFRN que muito nos orgulha. O sonho de cursar o ensino médio em uma instituição federal agora é realidade bem PERTO DE NÓS. Desde a fundação dos institutos na nossa região, temos contribuído com a aprovação dos mesmos.
18ª ala ESCOLA ALCIDES WANDERLEY que mostrou os projetos trabalhados ao longo dos bimestres.
EM NOME DA DIREÇÃO OS NOSSOS AGRADECIMENTOS: AOS PAIS, ALUNOS, COMUNIDADE, COLABORES, AS BANDAS, AOS PROFESSORES, A ESCOLA ALCIDES 
(Diretor Frank Mare) PÚBLICO PRESENTE e FUNCIONÁRIOS COMO UM TODO.

Breve as fotos de acordo com as respectivas alas.  ( Essas foram tiradas ainda na concentração).