A proposta do Ministério da Educação para unificação do processo seletivo das instituições de ensino superior, em substituição ao atuais vestibulares, prevê a aplicação do novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em outubro. A proposta foi encaminhada na noite desta quarta-feira, 8, aos reitores das universidades federais.
Pelo texto, a instituições de ensino superior públicas e privadas poderão usar o novo Enem como parte de seu processo seletivo ou aderir ao Sistema de Seleção Unificada, em que o exame seria utilizado como fase única. A intenção é oferecer um sistema de avaliação que privilegie a capacidade crítica e analítica dos estudantes em detrimento dos atuais modelos de vestibulares que valorizam sobremaneira a memorização de conteúdos do ensino médio.
“O novo Enem combinará a forma de abordagem do atual Enem com a abrangência dos conteúdos cobrados pelo vestibular”, explicou Haddad. Para o ministro, a seleção pelo novo Enem permitirá reformular os conteúdos ensinados no ensino médio, que hoje estão pautados pelas provas dos vestibulares.
O novo Enem será composto de quatro grupos de testes de múltipla escolha realizados em dois dias. As provas ficariam distribuídas de acordo com as seguintes áreas: linguagens, códigos e suas tecnologias (incluindo redação); ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias, e matemática e suas tecnologias.
De acordo com a proposta, as instituições que aderirem ao sistema unificado poderão atribuir pesos diferentes às provas, a serem ponderadas de acordo com cada curso ofertado. As vagas para políticas afirmativas também serão consideradas pelo sistema que segmentará a inscrição do candidato, se for necessário, de acordo com sua opção de concorrência (se por políticas afirmativas ou ampla concorrência).
“O processo seletivo que propomos é dinâmico”, enfatiza o ministro. Haddad explica que o candidato poderá escolher entre cinco opções de cursos e instituições e poderá, de acordo com sua nota no novo Enem, simular sua posição no curso pretendido, em comparação às notas dos demais concorrentes. “Se durante as inscrições o aluno perceber que sua nota não é mais suficiente para entrar no curso escolhido, ele pode migrar para outro”, disse.
As instituições que optarem por aplicar mais de uma fase em seus processos seletivos não ofertarão suas vagas no sistema unificado, mas poderão usar as notas do Enem reformulado como parte de sua seleção com base em edital próprio.
De acordo com o ministro, uma reunião com os reitores das universidades para dirimir eventuais dúvidas relativas ao novo modelo de seleção deve ocorrer no início da próxima semana. A proposta prevê a aplicação do novo Enem nos dias 3 e 4 outubro e a divulgação das quatro provas de múltipla escolha em 4 de dezembro. A divulgação do resultado final, com a correção das redações, foi proposta para 8 de janeiro de 2010.
Maria Clara Machado
quinta-feira, 9 de abril de 2009
terça-feira, 7 de abril de 2009
PAIS E PROFESSORES: QUEM ENSINA E QUEM EDUCA?

Tentar estabelecer posições de pais e professores na educação de um estudante se faz necessário, já que eles mesmos se confundem na sua importância e na sua função diante de seus filhos e de seus alunos respectivamente. Os pais se tornam ausentes por um motivo ou outro e acabam por acreditar que eles aprendem na escola, pois lá é o lugar de se adquirir conhecimento. Não estão atentos às trajetórias de seus filhos e menos ainda participam de seu aprendizado, se envolvem mais com si e com o dia a dia. Não participam do seu desenvolvimento, estão ausentes as transformações a que eles estão sujeitos, não se relacionam com seus amigos e em fim não fazem parte do processo aprendizagem de seus filhos.
Os professores estão sobrecarregados exercendo a função de pais e educadores, tendo que ensinar desde bons modos e respeito até ao conteúdo programado. Muitos não são preparados para exercer este papel e ficam perdidos perante o seu dever de educador, sem falar nos que desistem da profissão, pois não se acham capazes de educarem jovens e crianças, o que na verdade não é exatamente o seu papel. Por estas e outras circunstâncias citadas ao longo deste trabalho observa-se com esta pesquisa que pais e professores precisam dividir responsabilidades na criação de uma relação de trabalho que abrace a aprendizagem e a socialização da criança. Que devem caminhar juntos para a construção de uma educação, devem ensinar para também aprender.
O comportamento escolar – da infância à adolescência Os professores têm enfrentado uma infinidade de problemas ao tentar trilhar um caminho junto a seus alunos. As crianças têm entrado nas unidades escolares muito cedo e isto com certeza tem influência no comportamento que elas vão ter longe dos pais nos anos iniciais de suas vidas. Este é só o primeiro motivo de uma lista de vários. Este agente inicial mencionado se dá muitas vezes ao fato de os pais estarem afogados na correria do dia-a-dia, e acabam tentando solucionar a sua falta de tempo colocando seus filhos em instituições de ensino muito cedo. Daí se principia uma lista de problemas, tanto abrangentes, quanto particulares, destes alunos. Surge a indisciplina, a falta de interesse e de motivação nas atividades, problemas psicológicos e tantos outros detalhes que comprometem o seu aprendizado. Muitos não se envolvem socialmente ou até mesmo agem com violência. Tudo isto se tratando de crianças, e com essa base eles crescem e entram numa fase, considerada por muitos, a fase da “Aborrecência” ou os adolescentes. Estes jovens também requerem cuidados, pois estão passando uma fase de transição hormonal que influencia bastante em seu comportamento.
Desde a forma em que são tratados até a interpretação de suas atitudes. Esta fase começa como uma vontade de descoberta, de conhecer o mundo de uma forma diferente, deixando de lado brincadeiras infantis e querendo a independência de seus comportamentos e atitudes como diz Içami Tiba: Também o adolescente, no pós banho de hormônios, está ávido por conhecer o mundo. Apesar de já ter muitas noções aprendidas do que é certo e errado, ao partir para o encontro da sua identidade quer estabelecer padrões próprios. Por isso, tende a negar os critérios existentes, transmitidos por educadores, pais e professores... (Tiba 2006, pág. 99). Daí tem que se ter a compreensão necessária para cada comportamento, cada atitude particular levando em consideração que talvez a sua desobediência possa se justificar. Eles se sentem perseguidos, acham sempre que são donos da razão e assim em diante, querem ser donos de si, e esta fervura de pensamentos reflete em suas atitudes sociais, aprendizado, comportamento e em fim na sua personalidade. Cada um possui uma conduta, tanto crianças quanto adolescentes, muitos têm explicação, mas mesmo assim não deixa de ser um problema que deve ser tratado ou até mesmo resolvido. É nesta frase que se resume esta pesquisa, pois é ai onde se dever ter o posicionamento dos pais e dos educadores para lapidar com coerência a personalidade destes filhos e também alunos. Estas mudanças de comportamento são psicologicamente explicadas quando se trata da fase chamada puberdade.
E isso pode trazer conseqüências, não é somente uma fase de transição, assim como cita Silvia Maria Ribeiro e Lígia Cristina Ferros: Um adolescente com problemas graves não se autonomiza dos pais isola-se ou conflitua com o grupo de amigos, inquieta-se permanentemente com a sua identidade. Pode então surgir à depressão que estudos recentes provam não ser rara e poder provocar dificuldades aos jovens e sua família... (Revista de ciências de Macaú 2005, pág. 154). Contudo nota-se a particularidade de cada indivíduo, assim de cada aluno e de cada filho, e a forma com que eles são tratados ou mesmo a educação que eles recebem requer conhecimento de detalhes e aplicações de métodos, tanto familiares quanto escolares, é ai que entra a posição dos pais e dos professores perante cada situação. A Família – as atitudes dos pais perante a educação dos filhos. A família com certeza possui significante papel diante os filhos, é em casa que eles encontram o apoio, aconchego, carinho e posição de segurança. As crianças sentem-se amparadas quando estão ao lado dos pais, mas e esses pais será que sabem a importância destes cuidados? São exatamente neste alvo que se principiam diversos problemas e é a partir daí também que se parte a solução, ou ao menos a tentativa de se obter uma. Os pais acabam se sufocando com a correria que a vida os coloca, trabalhando muito e pensando somente na situação financeira de sua família.
Com certeza uma vida confortável também é importante, mas não pode ser exclusiva. A ausência da família traz no filho o sentimento de abandono e não adiantam tentar recompensar esta deficiência com presentes, roupas e coisas materiais, isto não tem o mesmo valor. Augusto Cury em uma de suas obras ilustra muito bem este detalhe quando diz: Seus filhos não precisam de gigantes, precisam de seres humanos. Não precisam de executivos, médicos, empresários, administradores de empresa, mas de você, do jeito que você é. Adquira o hábito de abrir o seu coração para os seus filhos e deixá-los registrar uma imagem excelente de sua personalidade. (Cury 2003, pág. 26) A criança nos anos iniciais de sua vida se sente dependente da família, então é o momento de ensinar e mostrar o prazer em aprender, aproveitar esta convivência e esta confiança para iniciar o “Aprender à Aprender” desenvolvendo algo de tamanha importância, e que está ficando perdido. Os pais amam seus filhos e podem ensinar com amor, carinho e presença que para eles é o que realmente importa.
Neste momento se ensina o respeito ao conhecimento e desperta também a vontade de aprender sempre mais. “Criança precisa de adulto responsável a sua volta.” (Tiba 2005, pág. 167). A partir daí é um momento onde o filho exibe o seu querer e cabe aos pais mostrar o que é permitido e o que não é perante as suas vontades e assim começa a idéia de ensinar e mostrar a importância de aprender. Tudo isso não se resume em ensinar, mas levar a criança a praticar o que aprende e mostrar o valor deste aprendizado. Mas e quanto aos jovens? Os pais também devem estar presentes? Com certeza, afinal é uma fase de transição, onde se deve relevar muita coisa e ter sabedoria para agir em diversos tipos de situações. Aqui ocorre o despertar para o sexo, e a família deve ter diálogo com seus filhos, mostrar os caminhos que percorrem uma vida sexual ativa. Ensinar sobre certas doenças, gravidez precoce e principalmente orientar sobre responsabilidade. Não só o sexo, mas também o envolvimento com amigos é ponto forte nesta fase e é um dos principais caminhos a se chegar às drogas. Não que todos os amigos se envolvam com substâncias químicas, mas algum deles pode se submergir. Assim pais devem se relacionar com os amigos de seus filhos, deixa-los à vontade para que estes amigos freqüentem sua casa. Com certeza cada um é dono dos próprios atos, mas os amigos podem influenciar, e os pais têm um papel fundamental de orientadore e não de tirano. Proibir tudo só traz no jovem ainda mais vontade de independência e o torna cada vez mais distante de sua família, e a idéia é exatamente oposta, é aumentar os laços de confiança e convivência entre pais e filhos.
O conceito de que pais são sempre donos da razão leva filhos a procurar conselhos em amigos se distanciando dos adultos, pois sentem que estes não os entendem, mas na verdade é que muitos acham fácil o simples fato de que “Na escola eles aprendem” ou “A melhor escola é a vida” além dos que têm vergonha de falar sobre certos assuntos e acabam deixando pra depois as conversas que deveriam ter. Contudo nota-se que o aprendizado é constante, e que se inicia desde pequeno onde os pais também são professores, são educadores de vida, e eles não percebem. Mandam para aprender na escola, valores que devem ser de berço. Causam nos filhos aversão ao conhecimento e nem notam que são responsáveis por tudo isto. A eles cabe a educação comportamental de seus filhos e ensinar sobre a vida. Mostram caminhos e acompanham a caminhada. Assim são educadores que tem grande poder em despertar em casa a vontade de conhecer e aprender, e ai sim, perante este desejo em aprender, entra o papel da escola e do professor. Os pais assim, possuem uma contribuição irrelevante, estão semeando o prazer de aprendizado o que traz no aprendiz a sede de conhecer. O filho se sente seguro e os pais gratificados pela troca de amor e aprendizado.
por Adriane Sardinha Macedo
DICAS PARA OS PAIS.
1. Aspectos que os familiares podem verificar diretamente na creche ou na pré-escola
• A instituição tem autorização de funcionamento expedida pela Secretaria Municipal de Educação?
• O alvará sanitário está afixado em lugar visível?
• A instituição tem proposta pedagógica em forma de documento?
• Reuniões e entrevistas com familiares são realizadas em horários adequados à participação das famílias?
• Há reuniões com familiares pelo menos três vezes por ano?
• Os familiares recebem relatórios sobre as vivências, produções e aprendizagens pelo menos duas vezes ao ano?
• A instituição permite a entrada dos familiares em qualquer horário?
• Existe local adequado para receber os pais ou familiares? E para aleitamento materno?
• As professoras têm, no mínimo, a formação em nível médio, Magistério?
• Há no mínimo uma professora para cada agrupamento de:
• 6 a 8 crianças de 0 a 2 anos?
• 15 crianças de 3 anos?
• 20 crianças de 4 até 6 anos?
• As salas de atividades e demais ambientes internos e externos são agradáveis, limpos, ventilados e tranqüilos, com acústica que permite uma boa comunicação?
• O lixo é retirado diariamente dos ambientes internos e externos?
• A instituição protege todos os pontos potencialmente perigosos do prédio para garantir a circulação segura das crianças e evitar acidentes?
• A instituição tem procedimentos pré-estabelecidos que devem ser tomados em caso de acidentes?
2. O que os familiares podem verificar com a criança sobre o atendimento na educação infantil
• Pergunte qual é o nome das professoras e de outros funcionários.
• Pergunte o nome dos amiguinhos mais próximos.
• Pergunte à criança o que ela mais gostou de fazer naquele dia.
• Incentive à criança a contar e a narrar situações vividas na instituição:
• que músicas cantou ou ouviu;
• quais brincadeiras aconteceram;
• que pinturas, desenhos, esculturas ela fez;
• qual livro a professora leu;
• que história a professora contou;
• o que ela está aprendendo, entre outras.
3. O que os familiares podem observar diretamente na criança sobre o atendimento na educação infantil
• Observe o comportamento da criança quando ela chega na instituição (alegria, timidez ou choro).
• Observe diária e atentamente enquanto estiver conversando com a criança, seu olhar, seus gestos, sua fala suas reações podem ajudar a avaliar o estado físico e emocional.
• Observe as reações da criança ao ver seus colegas, isso pode demonstrar como está a relação com a turma.
• Observe as produções e o material que ela traz da instituição.
Palavras-chave: recomendações para os pais, acompanhamento dos alunos da educação infantil, acompanhamento dos alunos da creche
PORTAL:MEC
• A instituição tem autorização de funcionamento expedida pela Secretaria Municipal de Educação?
• O alvará sanitário está afixado em lugar visível?
• A instituição tem proposta pedagógica em forma de documento?
• Reuniões e entrevistas com familiares são realizadas em horários adequados à participação das famílias?
• Há reuniões com familiares pelo menos três vezes por ano?
• Os familiares recebem relatórios sobre as vivências, produções e aprendizagens pelo menos duas vezes ao ano?
• A instituição permite a entrada dos familiares em qualquer horário?
• Existe local adequado para receber os pais ou familiares? E para aleitamento materno?
• As professoras têm, no mínimo, a formação em nível médio, Magistério?
• Há no mínimo uma professora para cada agrupamento de:
• 6 a 8 crianças de 0 a 2 anos?
• 15 crianças de 3 anos?
• 20 crianças de 4 até 6 anos?
• As salas de atividades e demais ambientes internos e externos são agradáveis, limpos, ventilados e tranqüilos, com acústica que permite uma boa comunicação?
• O lixo é retirado diariamente dos ambientes internos e externos?
• A instituição protege todos os pontos potencialmente perigosos do prédio para garantir a circulação segura das crianças e evitar acidentes?
• A instituição tem procedimentos pré-estabelecidos que devem ser tomados em caso de acidentes?
2. O que os familiares podem verificar com a criança sobre o atendimento na educação infantil
• Pergunte qual é o nome das professoras e de outros funcionários.
• Pergunte o nome dos amiguinhos mais próximos.
• Pergunte à criança o que ela mais gostou de fazer naquele dia.
• Incentive à criança a contar e a narrar situações vividas na instituição:
• que músicas cantou ou ouviu;
• quais brincadeiras aconteceram;
• que pinturas, desenhos, esculturas ela fez;
• qual livro a professora leu;
• que história a professora contou;
• o que ela está aprendendo, entre outras.
3. O que os familiares podem observar diretamente na criança sobre o atendimento na educação infantil
• Observe o comportamento da criança quando ela chega na instituição (alegria, timidez ou choro).
• Observe diária e atentamente enquanto estiver conversando com a criança, seu olhar, seus gestos, sua fala suas reações podem ajudar a avaliar o estado físico e emocional.
• Observe as reações da criança ao ver seus colegas, isso pode demonstrar como está a relação com a turma.
• Observe as produções e o material que ela traz da instituição.
Palavras-chave: recomendações para os pais, acompanhamento dos alunos da educação infantil, acompanhamento dos alunos da creche
PORTAL:MEC
DICAS PARA OS PAIS
Dia a dia do seu filho
* Cultive o hábito da leitura em sua casa.
* Ajude seu filho a conservar o livro didático. O material servirá para outros alunos futuramente.
* Acompanhe a freqüência da criança ou do adolescente às aulas e sua participação nas atividades escolares.
* Visite a escola de seus filhos sempre que puder.
* Observe se as crianças ou adolescentes estão felizes e cuidadas no recreio, na hora da entrada e da saída.
* Verifique a limpeza e a conservação das salas e demais dependências da escola.
* Observe a qualidade da merenda escolar.
* Converse outras mães, pais ou responsáveis sobre o que vocês observam na escola.
* Converse com os professores sobre dificuldades e habilidades do seu filho.
* Peça orientação aos professores e diretores, caso perceba alguma dificuldade no desempenho de seu filho. Procure saber o que fazer para ajudar.
* Leia bilhetes e avisos que a escola mandar e responda quando necessário.
* Acompanhe as lições de casa.
* Participe das atividades escolares e compareça às reuniões da escola. Dê sua opinião.
* Participe do Conselho Escolar.
Palavras-chave: recomendações para os pais, acompanhamento dos alunos do ensino fundamental e médio FONTE: PORTAL DO MEC
* Cultive o hábito da leitura em sua casa.
* Ajude seu filho a conservar o livro didático. O material servirá para outros alunos futuramente.
* Acompanhe a freqüência da criança ou do adolescente às aulas e sua participação nas atividades escolares.
* Visite a escola de seus filhos sempre que puder.
* Observe se as crianças ou adolescentes estão felizes e cuidadas no recreio, na hora da entrada e da saída.
* Verifique a limpeza e a conservação das salas e demais dependências da escola.
* Observe a qualidade da merenda escolar.
* Converse outras mães, pais ou responsáveis sobre o que vocês observam na escola.
* Converse com os professores sobre dificuldades e habilidades do seu filho.
* Peça orientação aos professores e diretores, caso perceba alguma dificuldade no desempenho de seu filho. Procure saber o que fazer para ajudar.
* Leia bilhetes e avisos que a escola mandar e responda quando necessário.
* Acompanhe as lições de casa.
* Participe das atividades escolares e compareça às reuniões da escola. Dê sua opinião.
* Participe do Conselho Escolar.
Palavras-chave: recomendações para os pais, acompanhamento dos alunos do ensino fundamental e médio FONTE: PORTAL DO MEC
quarta-feira, 1 de abril de 2009
CRÔNICA
Será que ninguém se toca?
Por Arnaldo Jabor
Estamos vivendo um momento histórico delicadíssimo. As conquistas da redemocratização estão ameaçadas pelo projeto petista de poder. A agenda óbvia para melhorar o Brasil é um consenso entre grandes cientistas sociais. Vários prêmios Nobel concordam com nossos pontos essenciais de reforma política e administrativa, que fariam o País decolar. Mas, os despreparados sindicalistas e ex-comunas ignorantes têm um programa que nos levará a um retrocesso político trágico. Em pouco tempo, podemos ter volta da inflação, caos político, ruptura institucional - tudo na contramão das necessidades de modernização do País. Eles prometem medidas que nos jogarão de volta aos anos 50 ou para trás, pelo viés burro de um 'socialismo' degradado num populismo estatizante: o lulismo. Enquanto isso, os cidadãos que comeram e estudaram, intelectuais e artistas cultos, os que bebem nos bares e lêem jornal ficam quietos. O Brasil está sendo empurrado para o buraco e ninguém se toca?
O que vai acontecer com esse populismo-voluntarista-estatizante é obvio, previsível, é 'be-a-bá' em ciência política. 'Sempre foi assim...' - se consolam.
Mas, não. 'Nunca antes', um partido montou um esquema secreto de 'desapropriação' do Estado, para fundar um 'outro Estado'. O ladrão tradicional roubava em causa própria e se escondia pelos cantos. Os ladrões desse governo roubam de testa erguida, como em uma 'ação revolucionária'. Fingem de democratas para apodrecer a democracia por dentro.
Lula topa tudo para ser reeleito. Ele usa os bons resultados da economia do governo FHC para fingir que governou. Com cínico descaro, ousa dizer que 'estabilizou' a economia, quando o PT tudo fez para acabar com o Real, com a Lei de Responsabilidade Fiscal, contra tudo que agora apregoa como atos seus.
Se eleito, as chamadas 'forças populares', que ocupam os 30 mil postos no Estado aparelhado, vão permanecer nas 'boquinhas', através de providências burocráticas de legitimação.
As Agências Reguladoras serão assassinadas. Os sinais estão claros, com várias delas abandonadas e com notícias de que o PMDB já quer diretorias.
O Banco Central perderá qualquer possibilidade de autonomia, como já rosnam os membros do 'Comitê Central' do lulismo. A era Meirelles-Palocci será queimada, velho desejo de Dirceu e camaradas.
Qualquer privatização essencial, como a do IRB por exemplo, será esquecida.
A reforma da Previdência 'não é necessária' - dizem eles -, pois os 'neoliberais exageram muito sobre sua crise', não havendo nenhum 'rombo' no orçamento.
A Lei de Responsabilidade Fiscal será aos poucos desmoralizada por medidas atenuantes.
Os gastos públicos aumentarão pois, como afirmam, 'as despesas de custeio não diminuirão para não prejudicar o funcionamento da máquina pública'. Nossa maior doença - o Estado canceroso - será ignorada.
Voltará a obsessão do 'Controle' sobre a mídia e a cultura, como aconteceu no início do primeiro tempo. Haverá, claro, a obstinada tentativa de desmanchar os escândalos do chamado 'mensalão', desde os dólares na cueca até a morte de Celso Daniel e Toninho do PT, como já insinuam, dizendo que são 'meias-verdades e mentiras, sobre supostos crimes sem comprovação...'.
Leis 'chatas' serão ignoradas, como Lula já faz com a lei que proíbe reforma agrária em terras invadidas ilegalmente, 'esquecendo-a' de propósito. Quanto ao MST, o governo quer mantê-los unidos e fiéis, como uma espécie de 'guarda pretoriana', a vanguarda revolucionária dos 'aiatolás petistas', caso a crise política se agrave. Não duvidem, eles serão os peões de Lula.
Outro dia, no debate, quando o Alckmin contestou Lula ao vivo, ouviu-se um 'ohhhh!....' escandalizado entre eleitores, como se o Alckmin tivesse cometido um sacrilégio. Alckmin apenas atacou a intocabilidade do operário 'puro' e tratou-o como um cidadão como nós, ignorando a aura de 'ungido de Deus' de Lula, que os fanáticos intelectuais lhe pespegaram. Reagiram como diante de uma heresia, como se Alckmin tivesse negado a virgindade de Nossa Senhora ao lhe perguntar: 'De onde veio o dinheiro?'
Agora, sem argumentos diante dos escândalos inegáveis, os lulistas só agem pela Fé. Lula sempre se disse 'igual' a nós ou ao 'povo', mas sempre do alto de uma 'superioridade' , como se ele estivesse 'fora da política', como se a origem pobre e a ignorância lhe concedessem uma sabedoria maior. Agressão é o silêncio cínico que ele mantém, desmoralizando as instituições pela defesa obstinada da mentira. Mas, os militantes imaginários que se acham 'amantes do povo' pensam que Lula não precisa dizer a verdade; basta parecer. Alguns até reconhecem os crimes, mas 'mesmo assim', votarão nele. Muitos têm medo de serem chamados de reacionários ou caretas. Há também os 'latifundiários intelectuais': acadêmicos e pensadores se agarram em seus feudos e não ousam mudá-lo. Uns são benjaminianos, outros marxistas, outros hegelianos, gurus que justificam seus salários e status acadêmico e, por isso, não podem 'esquecer um pouco o que escreveram' para agir. Mudar é trair, para ortodoxos. Ninguém tem peito de admitir a evidência inevitável de que só um 'choque de capitalismo' destruiria nossa paralisia estatal, burocrática e patrimonialista, pois o mito da 'revolução sagrada' é muito forte entre nós. Se há uma coisa que une esquerda e direita é o ódio à democracia (Bobbio).
Os intelectuais dissimulados votarão em Lula de novo e dizem que 'sempre foi assim' porque, no duro, eles acham que o lulo-dirceuzismo estava certo sim, e que o PT e sua quadrilha fizeram bem em assaltar o Estado para um 'fim revolucionário'.
Vou guardar este artigo como um registro em cartório. Não é uma profecia; é o óbvio, banal, previsível. Um dia, tirá-lo-ei do bolso e sofrerei a torta vingança de declarar: 'Agora não adianta chorar sobre o chopinho derramado... Eu não disse?...'
Por Arnaldo Jabor
Estamos vivendo um momento histórico delicadíssimo. As conquistas da redemocratização estão ameaçadas pelo projeto petista de poder. A agenda óbvia para melhorar o Brasil é um consenso entre grandes cientistas sociais. Vários prêmios Nobel concordam com nossos pontos essenciais de reforma política e administrativa, que fariam o País decolar. Mas, os despreparados sindicalistas e ex-comunas ignorantes têm um programa que nos levará a um retrocesso político trágico. Em pouco tempo, podemos ter volta da inflação, caos político, ruptura institucional - tudo na contramão das necessidades de modernização do País. Eles prometem medidas que nos jogarão de volta aos anos 50 ou para trás, pelo viés burro de um 'socialismo' degradado num populismo estatizante: o lulismo. Enquanto isso, os cidadãos que comeram e estudaram, intelectuais e artistas cultos, os que bebem nos bares e lêem jornal ficam quietos. O Brasil está sendo empurrado para o buraco e ninguém se toca?
O que vai acontecer com esse populismo-voluntarista-estatizante é obvio, previsível, é 'be-a-bá' em ciência política. 'Sempre foi assim...' - se consolam.
Mas, não. 'Nunca antes', um partido montou um esquema secreto de 'desapropriação' do Estado, para fundar um 'outro Estado'. O ladrão tradicional roubava em causa própria e se escondia pelos cantos. Os ladrões desse governo roubam de testa erguida, como em uma 'ação revolucionária'. Fingem de democratas para apodrecer a democracia por dentro.
Lula topa tudo para ser reeleito. Ele usa os bons resultados da economia do governo FHC para fingir que governou. Com cínico descaro, ousa dizer que 'estabilizou' a economia, quando o PT tudo fez para acabar com o Real, com a Lei de Responsabilidade Fiscal, contra tudo que agora apregoa como atos seus.
Se eleito, as chamadas 'forças populares', que ocupam os 30 mil postos no Estado aparelhado, vão permanecer nas 'boquinhas', através de providências burocráticas de legitimação.
As Agências Reguladoras serão assassinadas. Os sinais estão claros, com várias delas abandonadas e com notícias de que o PMDB já quer diretorias.
O Banco Central perderá qualquer possibilidade de autonomia, como já rosnam os membros do 'Comitê Central' do lulismo. A era Meirelles-Palocci será queimada, velho desejo de Dirceu e camaradas.
Qualquer privatização essencial, como a do IRB por exemplo, será esquecida.
A reforma da Previdência 'não é necessária' - dizem eles -, pois os 'neoliberais exageram muito sobre sua crise', não havendo nenhum 'rombo' no orçamento.
A Lei de Responsabilidade Fiscal será aos poucos desmoralizada por medidas atenuantes.
Os gastos públicos aumentarão pois, como afirmam, 'as despesas de custeio não diminuirão para não prejudicar o funcionamento da máquina pública'. Nossa maior doença - o Estado canceroso - será ignorada.
Voltará a obsessão do 'Controle' sobre a mídia e a cultura, como aconteceu no início do primeiro tempo. Haverá, claro, a obstinada tentativa de desmanchar os escândalos do chamado 'mensalão', desde os dólares na cueca até a morte de Celso Daniel e Toninho do PT, como já insinuam, dizendo que são 'meias-verdades e mentiras, sobre supostos crimes sem comprovação...'.
Leis 'chatas' serão ignoradas, como Lula já faz com a lei que proíbe reforma agrária em terras invadidas ilegalmente, 'esquecendo-a' de propósito. Quanto ao MST, o governo quer mantê-los unidos e fiéis, como uma espécie de 'guarda pretoriana', a vanguarda revolucionária dos 'aiatolás petistas', caso a crise política se agrave. Não duvidem, eles serão os peões de Lula.
Outro dia, no debate, quando o Alckmin contestou Lula ao vivo, ouviu-se um 'ohhhh!....' escandalizado entre eleitores, como se o Alckmin tivesse cometido um sacrilégio. Alckmin apenas atacou a intocabilidade do operário 'puro' e tratou-o como um cidadão como nós, ignorando a aura de 'ungido de Deus' de Lula, que os fanáticos intelectuais lhe pespegaram. Reagiram como diante de uma heresia, como se Alckmin tivesse negado a virgindade de Nossa Senhora ao lhe perguntar: 'De onde veio o dinheiro?'
Agora, sem argumentos diante dos escândalos inegáveis, os lulistas só agem pela Fé. Lula sempre se disse 'igual' a nós ou ao 'povo', mas sempre do alto de uma 'superioridade' , como se ele estivesse 'fora da política', como se a origem pobre e a ignorância lhe concedessem uma sabedoria maior. Agressão é o silêncio cínico que ele mantém, desmoralizando as instituições pela defesa obstinada da mentira. Mas, os militantes imaginários que se acham 'amantes do povo' pensam que Lula não precisa dizer a verdade; basta parecer. Alguns até reconhecem os crimes, mas 'mesmo assim', votarão nele. Muitos têm medo de serem chamados de reacionários ou caretas. Há também os 'latifundiários intelectuais': acadêmicos e pensadores se agarram em seus feudos e não ousam mudá-lo. Uns são benjaminianos, outros marxistas, outros hegelianos, gurus que justificam seus salários e status acadêmico e, por isso, não podem 'esquecer um pouco o que escreveram' para agir. Mudar é trair, para ortodoxos. Ninguém tem peito de admitir a evidência inevitável de que só um 'choque de capitalismo' destruiria nossa paralisia estatal, burocrática e patrimonialista, pois o mito da 'revolução sagrada' é muito forte entre nós. Se há uma coisa que une esquerda e direita é o ódio à democracia (Bobbio).
Os intelectuais dissimulados votarão em Lula de novo e dizem que 'sempre foi assim' porque, no duro, eles acham que o lulo-dirceuzismo estava certo sim, e que o PT e sua quadrilha fizeram bem em assaltar o Estado para um 'fim revolucionário'.
Vou guardar este artigo como um registro em cartório. Não é uma profecia; é o óbvio, banal, previsível. Um dia, tirá-lo-ei do bolso e sofrerei a torta vingança de declarar: 'Agora não adianta chorar sobre o chopinho derramado... Eu não disse?...'
FONTE: JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO
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